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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Aprenda a viver para saber morrer


Sim, a vida vai além de ser o oposto da morte; vida é o início da morte, seu caminho e seu motivo. Todos nascem para morrer, é fato! O problema é que muitos durante esse percurso não sabem o que fazer com suas vidas, ou melhor, não sabem sua importância.
O interessante é que, mesmo sabendo que vamos morrer, ainda tememos, relutamos, negamos, choramos, fugimos da morte! Pode parecer estranho ao afirmar, mas sim, nascemos para morrer! O importante de tudo então, não é temê-la, e sim, saber viver até sua chegada.
Pensando por uma lógica universal, a vida é curta, demasiado curta. Curta o suficiente para não a desperdiçarmos.
A vida quando é vivida pelo simples escopo “existencial de existir”, a torna um caminho reto, sem conquistas, sem emoções, sem atitudes, um marasmo. Dai o termo, estar morto em vida! Um mar só é de rosas quando para alcança-lo tiveste que caminhar por muitos espinhos.
A vida é para ser vivida enquanto não for “morrida”. Viver é ter a noção de que tudo (ou quase tudo) é efêmero, refutável, vulnerável, sensível, “acabável”.
Viver, não é necessariamente seguir religiões que te ditam o que tem que fazer ou não. Mas caso obedecer a certas regras te faz bem, quão maravilhoso é! No entanto, Para viver bem, basta tentares passar a maior parte do tempo em paz contigo mesmo, sem prejudicar, sem humilhar, sem aproveitar-se de outros. Se puder ajudar, melhor ainda, o importante é não atrapalhar!
Viver também é errar. O importante é aprender com o erro, por isso, continue errando! É ele que nos propicia sabedoria. E ser sábio, não é não errar. É saber identificar o erro e ter a consciência que esse erro faz parte do teu amadurecimento. Sendo assim, erre, mas reconheça seu erro!
Viver também é sofrer, seja por motivos insignificantes ou de grandes proporções. O sofrimento nos eleva a um nível que, em situações comuns jamais atingiríamos.
Viver também é amar. Eu disse “amar”, não ser “feliz”, são coisas estruturalmente diferentes. Amar nem sempre significa felicidade, e sim entrega, resiliência, crescimento interior, doação. Obviamente que amar a quem te ama é maravilhoso, embora infelizmente a maioria das pessoas morrem sem ter tido essa experiência magnifica.
Quando as pessoas aprendem que amar, na maioria das vezes é não receber nada em troca, elas teriam menos desilusões, vivendo mais e melhor. Amar por egoísmo, por conquista ou por obstinação na maioria das vezes causa dor, muita dor. Ame pelo simples fato de amar... sem motivo e sem objetivo. Amor é o motor da vida; viver com amor, com certeza te trará uma morte em paz.
Viver também é fazer o que se tem vontade, sem aniquilar a vontade alheia. Se queres comer coma, se queres beber beba, se queres dançar dance, se queres chorar chore! Faça o que tu queres, medindo e assumindo as consequências do seu prazer. Viver é aproveitar a vida sem destruir outras.
Viver é evoluir, não a perfeição, mas a um estágio superior aquele que te encontravas antes.
Viver é saber que dinheiro só vale a pena quando você pode usufruir dele sem que ele te escravize. Não trabalhe para os seus filhos nem para seus netos. Para os seus filhos deixe uma boa educação e um teto para morar, o resto, é com eles, afinal, eles também tem uma vida que deve ser vivida...nunca tente viver pelos seus filhos!
Não morra sem saber que o dinheiro compra alegrias, mas não compra felicidade! Sim, ele compra muitas alegrias...compra uma boa noite de diversão, uma boa garrafa de Whisky 18 anos, uma boa noite de sexo, uma boa comida. Mas saibas, o dinheiro não compra o amor de uma pessoa que te abraça todos os dias quando chegas em casa, que beba as tuas lágrimas, que enxugue as tuas feridas, que estará ao teu lado até a tua morte. E saibas, que dinheiro nenhum no mundo compra um sentimento verdadeiro.
Viver é acreditar que nossa existência tem um propósito, qual seja, simplesmente “aprender a viver”.
A morte chega quando tu cumpres a tua missão. É, pode parecer estranho, mas, a morte chega quando aprendes a viver. Mais um motivo pra saberes que, aqui na terra, nesta dimensão corpórea, não há lugar para perfeição, apenas para aprendizados, por isso, quando cair, levanta-te; quando errar, aprenda!
Sei que aprender é a missão para todos, mas não necessariamente todos devem aprender a mesma coisa. Uns tem a missão de aprender a amar, outros tem a missão de aprender a sofrer, outros a superar os medos, outros a missão de aprender a perdoar, e há...como é difícil perdoar!
Se aceitasses que aquele teu empregado é muito mais realizado e feliz que você, mesmo não tendo um carro de luxo igual ao teu, nem comendo os queijos importados que tu comes, talvez não fosses tão ambicioso!
Viver, é chorar quando a maioria das pessoas está rindo, é estar acordado quando a maioria dorme, é amar quando a maioria odeia!
Viver é não desistir daquela pessoa que te traz felicidade. Pois lembre-se, alegrias o dinheiro compra, mas felicidade, só o amor pode te fornecer, ou melhor, ofertar. Se alguém te ama, receba isso como um presente divino!
O sentido da vida é saber que nascemos para morrer e que, devemos buscar viver com sentimentos que nos tornem “verdadeiramente humanos” e não simples animais no cio, prontos para acasalar e a devorar qualquer coisa suculenta que passe em nossa frente.
Viver é assim saber que, as coisas mais linda são as coisas mais simples! Uma casinha branca e limpa, uma horta no quintal, um jardim florido, a risada de um filho e um abraço de quem se ama. Se você já tem isso, parabéns, podes ter a certeza que morrerás em paz, com o coração quente e a alma leve.
Viver, não é ter medo do que é simples, não é ter medo de sofrer, de amar, de viver. Não tenha medo de ter medos! Viver, nada mais é do que enfrentar os medos e buscar eternamente aquilo que te faz feliz, só assim estarás preparado para o grande objetivo da vida, a morte do corpo e a evolução do espírito!
Por mim,Samanta Lemos.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O que Shakespeare aprendeu ?

"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem da vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa - por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, e se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que e se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
"E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"

Obs: O texto constitui-se em uma junção de vários pensamentos do autor em diversos textos diferentes, traduzidos para o português brasileiro.


segunda-feira, 6 de julho de 2009

CAMINHOS

Sim. Na beira do mar tua mente vagueia. Teu espírito entre as árvores, as flores e vento procura o caminho, o teu caminho.
No entanto, buscas o desconhecido. E no teu caminhar, cuidado ao que vais buscar.
Em que vais tropeçar? O que encontrarás?
Cuidado ao buscar o caminho da verdade. Não porque tu venhas a tornar-te refém da mentira, mas é que sempre atrás da verdade, escutarás a voz de alguém chorando, bem baixinho, lá no fundo, do outro lado do muro. Desta maneira, se queres encontrar a verdade, estejas preparado para ela.
Não busques também apenas o caminho da moral, nem da ética. Não porque tu venhas a ser imoral ou antiético, mas é que agindo eticamente, não terás coragem de seres o que realmente és. Muito menos farás aquilo que tens vontade. Te tornarias apenas aquilo o que querem que tu sejas. Sem cor, sem riso, sem pulso. Um cego no escuro.
Sei também que não deves enveredar no caminho da ambição desmedida. Dinheiro é essencial, pode comprar tudo e todos, mas não te fornece a paz interna. Dinheiro não sacode tuas raízes e nem compra o amor, o verdadeiro amor. E não estou a dizer pra seres pobre, isso jamais. Apenas tome cuidado para não seres escravizado pela tua própria ambição. Ser escravo do dinheiro é ser pobre em sentimentos.
E o amor? Buscas o amor? Digo-te apenas que não busque o caminho do amor. Não saia por ai procurando o amor, ou insistindo em um amor. Isso não será benéfico a ti. O amor não gosta de ser procurado nem encontrado, muito menos forçado, ele gosta de encontrar, de se apresentar, com calma, leve e sutilmente...deixa ele te encontrar! Sabes por que? Porque se procurares o amor, e o encontrares, não terás noção da validade, qualidade e da quantidade deste amor. Se quer saberás se ele realmente é um “amor”, ou uma fantasia criada por ti e para ti mesmo. Desta forma, seria ele sempre um enigma, uma caixinha de surpresa, e às vezes, até uma "caixa de pandora".
Mas se ele te encontrar, ai sim. Aceite-o. Com o amor não se luta, não se subestima. Apenas o acolhe, ou não. Assume-se o risco ou acovarda-se.
Mas não iluda-se, esse caminho é árduo. Aceitar o amor não significa, necessariamente, ser feliz. Aceitar o amor e viver um amor é crescer e amadurecer. Amar, é tornar-se forte!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Desejos masculinos: A mulher ideal

Assim como no mundo científico pairam dúvidas sobre a origem da humanidade, no mundo feminino existem dúvidas corrosivas sobre o que seria uma mulher ideal para um homem. O que de fato um homem deseja em uma mulher.
Ora, concordemos, um conceito absoluto jamais existirá, levando-se em consideração a multiplicidade e complexidade da personalidade masculina de gostos, escopos e pré-conceitos moldados pela ambientação social-cultural em que cada um foi podado. Ou seja, por mais que nós nos esforçássemos sobre-humanamente, não encontraríamos um único perfil de mulher que agradasse a todos os homens em absoluto. Até ai tudo bem, compreensivo.
No entanto, no afã feminino de minimamente conhecer o homem em que se convive e o macho que hipoteticamente lhe pertence, buscaremos aqui encontrar e apresentar as características uníssonas existentes sobre o que um homem verdadeiramente almeja em um ser feminino.
Para iniciar, faz-se necessário uma viagem na história. Antigamente, nas sociedades monogâmicas, monárquicas e ocidentais (e em algumas orientais), o homem precisava de duas mulheres para poder completar tudo aquilo que realmente desejava. A esposa, tinha que ser culta (incluindo-se nisso a boa educação e a inteligência), ser prendada (saber bordar, pintar, cozinhar, tocar instrumentos), ser bela (ter um rosto angelical) e, principalmente ser fértil. Por outro lado, para a amante, exigia-se apenas ser “farta de carnes” e dominar a arte do prazer sexual.
Assim, na referida época, era comum a esposa saber da existência da amante e ter que conformar-se com isso, pois prazer sexual não era atribuição da esposa, e sim das amantes e das prostitutas. Para uma esposa, fazer sexo oral no homem era quase que um pecado. E mesmo que não fosse, pois com tantos filhos para criar, ficava difícil dar atenção ao esposo, muito menos ter disposição para satisfazê-lo sexualmente. Sei que essa verdade incomoda, mas, infelizmente, era a realidade da época.
Mas, os tempos foram mudando e, as coisas foram tomando proporções diferentes. As mulheres passaram a não mais aceitar tal situação. Mas o que teria acontecido então? Os desejos de mulher ideal para o homem modificaram-se junto com a sociedade? Não! As mulheres que mudaram!! As mulheres deram contam que, elas não tinham mais que aceitar uma terceira pessoa em sua relação, que elas mesmas poderiam satisfazer seus homens. Assim, começaram a tomar as primeiras atitudes: 1.Ter menos filhos: Sim, com menos filhos, mais tempo para se cuidar (pois já não bastava mais um rosto angelical, e sim um corpo bonito e bem cuidado).
2.Ter mais disposição e vigor: Não estar mais cansada e enfada quando seu esposo chegar em casa. Pois saibam, os homens gostam de um belo jantar os esperando em casa, mas não gostam de esposas cheirando a cebola. Gostam de filhos bem criados, mas não gostam de mulheres estressadas.
Sei que tais apontamentos podem soar um resquício de machismo, mas ora, não percamos o objeto de nosso estudo! Estamos analisando a mente masculina, e o ser masculino é eminentemente egocêntrico! Não estamos analisando o que às mulheres desejam. Sem falar que estamos demonstrando como as coisas são, e não como elas deveriam ser.
Assim, de uma maneira generalizada, todos os homens gostam de mulheres sorridentes. Um sorriso desmonta a armadura masculina. Não pense que vai conseguir o que quer de um homem no grito, que não vai.
Homem gosta de um belo corpo, uma mulher bem cuidada, mas para ele, isso só não basta! Mulher bonita é uma coisa, “gostosa” é outra. Somente a beleza não importa, tem que dominar a arte do sexo. Tem que ser boa de cama, saber gemer e rebolar. Homem gosta é de interatividade e atitude!
Homem também gosta de mulher bem vestida. Mas isso não quer dizer “muito vestida”. Homem gosta de mulher elegante e sexy. E sabe por quê? Porque eles adoram ver as suas mulheres cobiçadas por outros homens. E sabe quando um homem tem orgulho de sair com sua esposa? Quando os outros homens olham para ela. Essa é a mais pura verdade, pode confiar, embora eles jamais admitam isso!
Opa! Mais não basta ser sorridente, bonita e boa de cama (ou “raçuda”, como dizem os cearenses). Tem que ser inteligente! Isso mesmo. O que vale uma fruta suculenta vazia por dentro não é? E a espécie de inteligência que o homem mais aprecia em uma mulher é o seu senso de humor. Mulheres técnicas demais, que vivem falando de suas profissões não agradam em nada o universo egoisticamente masculino.
Outra coisa importante: homens gostam de mulheres companheiras, que saibam mais ouvir do que falar. E, preferencialmente não gostem de discutir a relação.
Sendo assim, essas são as características essenciais que os homens almejam em uma mulher. Em verdade, o que o homem deseja nos dias de hoje é uma “super-mulher submissamente independente".

segunda-feira, 16 de março de 2009

Filosoblogando

Ano novo, vida nova! Não é assim mesmo a frase? Bem, se o ano é novo e a vida é nova, por que não um blog novo? Por que não partilhar de nossos pensamentos, idéias, confissões e aflições. Ou seja, por que não FILOSOBLOGAR? Passamos à vida inteira estudando tantas coisas, aprendendo regras, carregando dogmas. Então, por que não estudarmos a nós mesmo? Por que não refletir sobre nossa existência, nossas paixões, nossos medos, nossa sociedade, sobre o casamento, sobre o amor? Por que não encontrar o que há de real em nós?
Filosofar, não é exatamente estudar a ciência da filosofia (que me perdoem Platão e Kant, brilhantes filósofos), nem ler os livros de Marilena Chauí (que são excelentes por sinal). Tratamos aqui, do que eu chamo de “filosofia mundana”. Uma filosofia que plasma a vida como ela é (e não como ela exatamente deve ser, relembrando a teoria Kelseniana que diz respeito ao “ser e dever ser”).
Mas, como não sou nenhuma revolucionária, logicamente meus ideais baseiam-se em algum pensador, ou melhor, muitos pensadores. Talvez esse modelo de filosofia que aqui apresento tenha sua inspiração na obra O profeta do filósofo árabe Kalil Gibran, o qual confesso minha admiração desde minha infância, quando o li pela primeira vez.
Assim, filosofar também é poetizar. Aproveitarei este espaço para publicar minhas poesias e poemas há muito tempo escritos e guardados a sete chaves, bem como poemas e pensamentos de outros.
E, para iniciar este blog, tecerei a seguinte passagem sobre o conhecimento:
“Vosso coração conhece em silêncio os segredos dos dias e das noites. Mas vossos ouvidos tem sede do som do conhecimento do vosso coração. Sabereis em palavras o que sempre soubestes em pensamento. Tocarei em vossos dedos o coração desnudo dos vossos sonhos. E assim deve ser. A fonte oculta da vossa alma deve elevar-se e correr, murmurante para o mar. E o tesouro de vossas infinitas profundidades será revelado perante vossos olhos. Porém, que não exista uma balança para pesar vosso tesouro escondido; E não testais as profundidades do vosso conhecimento com um bastão, ou com uma sonda. Pois o ser é um mar sem fronteiras e sem medidas. Não digais eu encontrei a verdade, mas sim, encontrei uma verdade.Não direis encontrei o caminho da alma, e sim, encontrei a alma andando em meu caminho. Pois a alma anda em todos os caminhos. Pois a alma não anda sobre uma linha, nem cresce como um junco. A alma desdobra a si mesma, como um lótus de infinita pétalas.” (Kalil Gibran)