sábado, 16 de abril de 2016

Se quiser me encontrar não me procure


Eu não sou ferro para andar sempre nos trilhos.
Não sou carretel para sempre estar na linha.
Não sou pássaro para sempre estar nas nuvens.
Se quiser me encontrar, não me procure...

Não sou rocha para sempre estar dura.
Não sou gelatina para sempre estar mole.
Não sou fogo pois nem sempre aqueço.
Se quiser me encontrar, não me procure...

Não sou alguém para ser intitulada.
Nem sou ninguém para ser esquecida.
Não marque hora, pois eu não tenho relógio.
Se quiser me encontrar, não me procure...

Por isso não procure-me no sol, pois eu nem sempre brilho.
Não vasculhe a lua pois eu nem sempre durmo.
Encontro-me nos meus diversos.
Se quiser me encontrar, não me procure...

Sou como a água: dependendo do estado posso cair como chuva, congelar-me como gelo ou desaparecer em estado gasoso.

E assim me manterei em mim, pois eu nunca serei, apenas estarei.
Se quiser me encontrar, nao me procure, nao me chame, não seja.
Apenas esteja ao meu lado, me segure e me transforme.


 
 

domingo, 3 de abril de 2016

Somos todos invejosos ?


Dentre os sete pecados capitais (gula, avareza, luxúria, ira, inveja, preguiça e soberba) plasmados pela doutrina católica e difundidos na cultura mundial, por que seria a “inveja” o único dentre esses "pecados" o qual não temos o prazer em admitir? Postamos fotos em redes sociais demonstrando nossa gula em jantares e eventos sociais ou a luxúria em nossas vestimentas e demais bens materiais; a avareza, ao não ajudar o próximo; a ira e a soberba em nossas relações interpessoais quando odiamos o que nos é diferente e na maioria das vezes não dando o braço a torcer naquela discussão com o amigo, sempre com o sentimento de que possuimos a razão, doa a quem doer; ou a preguiça, praticada como algo normal e legitimável. Mas, e a inveja, quando publicizamos?

"A inveja é tão vil e vergonhosa que ninguém se atreve a confessá-la" (Ramon Cajal)

Tom Jobim afimou certa vez que: “fazer sucesso no Brasil é ofensa pessoal”. Seria essa afirmação apenas um delírio poético ou uma realidade? De fato “seríamos todos invejosos?”. O historiador e escritor Leandro Karnal afirma que sim. Mas o que nos faz não admitirmos uma coisa que somos, ou melhor, que sentimos? Por que, tal como a preguiça, ao afirmar que “estou com uma preguiça hoje...”, nunca falamos “estou com uma inveja...”? Será que além de invejosos somos também todos hipocritas?
Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio... (Mario Quintana)
Será que assim como o “pecado original” também nascemos com a “inveja original”? Talvez prudente seria admitir que, a inveja, além de um sentimento incontrolável (dai o seu caracter de vício) seria nada mais nada menos que o auto-reconhecimento do próprio fracasso, um atestado de incompetência.
"A inveja é a amargura que se sofre pela felicidade alheia" (Cícero)

Na maioria das vezes a antipatia por alguém ou a célebre frase “eu não vou com a cara dessa pessoa” refere-se ao invejar o outro, possuindo o desejo e ao mesmo tempo o “sentimento de incapacidade de não ser ou não ter aquilo que o outro é ou tem". Observem que não falamos apenas do possuir. Já vi  pessoas terem inveja do sorriso da outra... da maneira de andar, de falar... enfim, da maneira de ser do outro. E acreditem, muitas vezes inconscientemente.
A inveja é uma admiração que se dissimula (Soren Kierkegaard)

O invejoso acaba por julgar, reprovar ou falar mal daquilo que ele mesmo não compreende, exatamente por não ter. Recentemente uma pessoa me disse que uma outra falava mal de mim e não suportava-me pela maneira que eu escrevia. Ora, vejamos, no fundo essa pessoa nutria um despeito, não exatamente porque eu escreva bem, mas exatamente porque ela escreve mal. Afinal, o sentimento dessa pessoa não era contra mim e sim contra ela mesma. Interessante.

"A inveja consome o invejoso, como a ferrugem o ferro" (Antístenes)

Obviamente, além de a inveja ser o único “pecado capital” não admissível, ela na maioria esmagadora das vezes também não é reconhecida pela própria pessoa detentora da inveja, o que, logicamente não acontece com a pessoa que é invejada, que normalmente percebe ser alvo de inveja. Pela lógica, até faz sentido a pessoa não admitir que tem inveja, pois na maioria das vezes ela nem sequer percebe que tem. E fica difícil admitir uma coisa que você não sabe que tem. Será que além de sermos todos invejosos também somos todos cegos? Muitas vezes parece que sim.

"Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar" (Friedrich Nietzsche)
Mas, de acordo com Karnal, existe uma notável diferença entre inveja e cobiça. Esta última seria de cunho superficial e não nocivo. Por exemplo, eu desejo o carro do vizinho, vou e compro um igual. Ou seja, cobiça é a capacidade de desejar o que não lhe pertence e possuir algo igual ou semelhante ao do outro, não exatamente o que é do outro.


Cobiça ou inveja ?


Diferentemente da inveja, esta sempre tem uma conotação negativa e a possibilidade de consequências nefastas, tanto para o invejoso, quanto para o invejado. Ao contrario da cobiça, a inveja dificilmente é sanada, já que está relacionada a um sentimento intrínseco de impotência. Observe que ele não quer algo igual ao do outro, ele quer o que é do outro, o que evidentemente não será possível sem tomar a força (ou mediante manipulação) aquilo que, legitimamente não lhe pertence. Ou pior, quando a inveja é atinente ao “ser” e não ao “ter”, a única maneira de erradicá-la é através da destruição do objeto de inveja. E como diz o velho ditado popular “se inveja matasse...”. Mas acredite, ela pode matar mesmo.
"É tão natural destruir o que não se pode possuir, negar o que não se compreende, insultar o que se inveja" (Honoré de Balzac)
Outro dia eu conversava com uma funcionária recém contratada, procurei saber um pouco sobre sua vida, perguntando-lhe se era casada, ela então respondeu que era viúva. Mas, observando sua juventude, indaguei sobre o que tinha acontecido, e ela conformadamente respondeu: “Meu marido morreu de inveja”. Como assim de inveja, questionei. Ela então disse: “Sim senhora, ele foi envenenado no trabalho, com uma xícara de café. Ele tinha sido recentemente promovido a chefe dos motoristas, mas isso não agradou aos colegas... nunca se descobriu quem foi, eram 12, ficou por assim mesmo”. Apenas pensei, realmente, a inveja pode se tornar um sentimento tão perigoso que não é a toa que, no direito criminal, em casos de homicídio, muitas vezes configura-se como agravante o “motivo torpe”.
 "O grau de inveja alheia determina o quanto somos bem-sucedidos" (David Saleeby)
Há muito tempo lembro-me que lia algures um texto sobre psicanálise e deparei-me com a triste estatística de que, mais de 50% das pessoas que sofrem de dores crônicas, esta relacionada a sintomas psicossomáticos oriundos de processos de estresse e ansiedade ligados a sentimentos de frustação, impotência, auto-julgamentos, o que logo me fez chegar a seguinte conclusão: afinal, a inveja não apenas mata, como pode torturar aos poucos... como um veneno, destilado gota a gota no âmago da própria serpente.
"Inveja é a falta de fé em sí mesmo" (Ditado árabe)
A conclusão é que, a inveja em seu estado ultrajante pode ser responsável tanto por doenças físicas e mentais, quanto pela formação de psicopatas e até mesmo criminosos. Mas calma, não se preocupe, embora “sejamos todos invejosos”, não seremos automaticamente “todos perigosos”. O processo de auto-conhecimento é fundamental para que possamos lhe dar com a inveja nossa de cada dia. Analisar-se, refletir e conhecer-se é imprescindível para que possamos superar essa lado negativo de viver. Afinal, acima de tudo “somos todos humanos”.

domingo, 15 de junho de 2014

Xamântico

A lei do universo concretiza o infinito
Tão correto, tão sincero, tão xamântico
E o mundo ao rodar escreve todos os caminhos
Improvisos tão previstos, olhar quântico

E os dados vão girando
E o planeta orbitando
A esfera colapsando
E o riso está chorando

E a energia se aproxima
Quando o perfeito perde a linha
A paciência se abomina
O temor se elimina

E ai, simples assim
Eu começo pelo fim
Acordando quando durmo
Dando um grito alto e mudo

sábado, 7 de abril de 2012

Adoro voar...

Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

Por ela, enlouquecidamente, Clarice.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Aprenda a viver para saber morrer

Sim, a vida vai além de ser o oposto da morte; vida é o início da morte, seu caminho e seu motivo. Todos nascem para morrer, é fato! O problema é que muitos durante esse percurso não sabem o que fazer com suas vidas, ou melhor, não sabem sua importância.
O interessante é que, mesmo sabendo que vamos morrer, ainda tememos, relutamos, negamos, choramos, fugimos da morte! Pode parecer estranho ao afirmar, mas sim, nascemos para morrer! O importante de tudo então, não é temê-la, e sim, saber viver até sua chegada.
Pensando por uma lógica universal, a vida é curta, demasiado curta. Curta o suficiente para não a desperdiçarmos.
A vida quando é vivida pelo simples escopo “existencial de existir”, a torna um caminho reto, sem conquistas, sem emoções, sem atitudes, um marasmo. Dai o termo, estar morto em vida! Um mar só é de rosas quando para alcança-lo tiveste que caminhar por muitos espinhos.
A vida é para ser vivida enquanto não for “morrida”. Viver é ter a noção de que tudo (ou quase tudo) é efêmero, refutável, vulnerável, sensível, “acabável”.
Viver, não é necessariamente seguir religiões que te ditam o que tem que fazer ou não. Mas caso obedecer a certas regras te faz bem, quão maravilhoso é! No entanto, Para viver bem, basta tentares passar a maior parte do tempo em paz contigo mesmo, sem prejudicar, sem humilhar, sem aproveitar-se de outros. Se puder ajudar, melhor ainda, o importante é não atrapalhar!
Viver também é errar. O importante é aprender com o erro, por isso, continue errando! É ele que nos propicia sabedoria. E ser sábio, não é não errar. É saber identificar o erro e ter a consciência que esse erro faz parte do teu amadurecimento. Sendo assim, erre, mas reconheça seu erro!
Viver também é sofrer, seja por motivos insignificantes ou de grandes proporções. O sofrimento nos eleva a um nível que, em situações comuns jamais atingiríamos.
Viver também é amar. Eu disse “amar”, não ser “feliz”, são coisas estruturalmente diferentes. Amar nem sempre significa felicidade, e sim entrega, resiliência, crescimento interior, doação. Obviamente que amar a quem te ama é maravilhoso, embora infelizmente a maioria das pessoas morrem sem ter tido essa experiência magnifica.
Quando as pessoas aprendem que amar, na maioria das vezes é não receber nada em troca, elas teriam menos desilusões, vivendo mais e melhor. Amar por egoísmo, por conquista ou por obstinação na maioria das vezes causa dor, muita dor. Ame pelo simples fato de amar... sem motivo e sem objetivo. Amor é o motor da vida; viver com amor, com certeza te trará uma morte em paz.
Viver também é fazer o que se tem vontade, sem aniquilar a vontade alheia. Se queres comer coma, se queres beber beba, se queres dançar dance, se queres chorar chore! Faça o que tu queres, medindo e assumindo as consequências do seu prazer. Viver é aproveitar a vida sem destruir outras.
Viver é evoluir, não a perfeição, mas a um estágio superior aquele que te encontravas antes.
Viver é saber que dinheiro só vale a pena quando você pode usufruir dele sem que ele te escravize. Não trabalhe para os seus filhos nem para seus netos. Para os seus filhos deixe uma boa educação e um teto para morar, o resto, é com eles, afinal, eles também tem uma vida que deve ser vivida...nunca tente viver pelos seus filhos!
Não morra sem saber que o dinheiro compra alegrias, mas não compra felicidade! Sim, ele compra muitas alegrias...compra uma boa noite de diversão, uma boa garrafa de Whisky 18 anos, uma boa noite de sexo, uma boa comida. Mas saibas, o dinheiro não compra o amor de uma pessoa que te abraça todos os dias quando chegas em casa, que beba as tuas lágrimas, que enxugue as tuas feridas, que estará ao teu lado até a tua morte. E saibas, que dinheiro nenhum no mundo compra um sentimento verdadeiro.
Viver é acreditar que nossa existência tem um propósito, qual seja, simplesmente “aprender a viver”.
A morte chega quando tu cumpres a tua missão. É, pode parecer estranho, mas, a morte chega quando aprendes a viver. Mais um motivo pra saberes que, aqui na terra, nesta dimensão corpórea, não há lugar para perfeição, apenas para aprendizados, por isso, quando cair, levanta-te; quando errar, aprenda!
Sei que aprender é a missão para todos, mas não necessariamente todos devem aprender a mesma coisa. Uns tem a missão de aprender a amar, outros tem a missão de aprender a sofrer, outros a superar os medos, outros a missão de aprender a perdoar, e há...como é difícil perdoar!
Se aceitasses que aquele teu empregado é muito mais realizado e feliz que você, mesmo não tendo um carro de luxo igual ao teu, nem comendo os queijos importados que tu comes, talvez não fosses tão ambicioso!
Viver, é chorar quando a maioria das pessoas está rindo, é estar acordado quando a maioria dorme, é amar quando a maioria odeia!
Viver é não desistir daquela pessoa que te traz felicidade. Pois lembre-se, alegrias o dinheiro compra, mas felicidade, só o amor pode te fornecer, ou melhor, ofertar. Se alguém te ama, receba isso como um presente divino!
O sentido da vida é saber que nascemos para morrer e que, devemos buscar viver com sentimentos que nos tornem “verdadeiramente humanos” e não simples animais no cio, prontos para acasalar e a devorar qualquer coisa suculenta que passe em nossa frente.
Viver é assim saber que, as coisas mais linda são as coisas mais simples! Uma casinha branca e limpa, uma horta no quintal, um jardim florido, a risada de um filho e um abraço de quem se ama. Se você já tem isso, parabéns, podes ter a certeza que morrerás em paz, com o coração quente e a alma leve.
Viver, não é ter medo do que é simples, não é ter medo de sofrer, de amar, de viver. Não tenha medo de ter medos! Viver, nada mais é do que enfrentar os medos e buscar eternamente aquilo que te faz feliz, só assim estarás preparado para o grande objetivo da vida, a morte do corpo e a evolução do espírito!
Por mim,Samanta Lemos.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Olha...

Olha, o que posso fazer?
Se minha mente já não é mais digna.
Se minha alma já não se resigna.
Se eu já não posso mais cobrar as dívidas,
das tuas palavras infidedignas.

Olha, como posso caminhar?
Se cortaste as minhas pernas.
Se só vejo estradas desertas.
Se do meu caminho tiraste as setas,
que a outrora tu mesmo fizeras.

Olha, como posso respirar?
Se não escuto mais tua canção.
Se no meu sangue não há mais emoção.
Se não escuto mais meu coração,
que se nega em proferir perdão.

Olha, como posso cantar?
Se tuas músicas só trazem dor.
Se em cada palavra ouço um temor.
Se cada verso me lembram um amor,
que por egoísmo e medo se abalou.

Olha, o que será de mim?
Se meu jardim foi esmagado.
Se só vejo a frente caminhos fechados.
Se as promessas fugiram como ratos,
de um mundo até outrora encantado.

Olha, como posso eu comer?
Se por amor troquei bacalhau por galinha.
Deixaria a cervejinha e água beberia.
E se nada tivesse, fome passaria,
pra cumprir minha palavra de que não te deixaria.

Olha, como posso eu rezar?
Se por ti cortei as asas do meu anjo.
Se virei as costas pro meu santo.
Se meu espirito guia vive reclamando,
que para Deus só causei espanto.

Olha, como posso eu nas pessoas acreditar?
Se me provastes que palavras não têm valor.
Que choro sincero não tem clamor.
Que os olhos nada provou,
E que o amor sincero não adiantou.

Olha, por isso tudo, só posso eu gritar.
Para que tenham cuidado em se dar.
Para que duvidem de brilhos no olhar.
Para que não vejam luar no mar.
Para que não queiram saber o que é amar.

Reconocer una persona controladora.


"La persona controladora es invisible", dice el terapeuta del comportamiento y la programación neurolingüística experto Isabelle Nazare-Aga. Según ella, sólo el tiempo y la convivencia nos permiten reconocer el controlador típico. Pero el hábito y la observación se hace posible identificarla.

El terapeuta concluyó en su estudio que las características de las personas que controlan (masculino y femenino) son exactamente iguales. Según las estadísticas, casi todo el mundo ha tenido o tiene contacto con al menos una persona manipuladora en la vida.

Con algunas excepciones, la persona manipuladora no es consciente de sus actitudes devastadores. El egocentrismo de la misma es tan fuerte que se vuelve incapaz de percibir lo que sienten los demás ", dice Isabelle. "Los que son conscientes y no quieren cambiar, bordeando el agravio", añade.

Según Aparecida Nogueira psicólogo en plan amoroso en el mediano plazo, el controlador no puede mantener la armonía. Las discusiones (en privado o público) tiempo, mala (que a menudo los amigos no se dan cuenta), separación, sufrimiento, por lo general marcan la vida de una persona controladora.

Cuando termina tales relaciones, por lo general no, no es amistad. Esto se debe a que la ex pareja se sienta tan aliviado de librarse de la manipulación que es incapaz de tener una buena sensación para los que lo torturaba.

A quién estás tratando?

Una de las principales características de la persona manipuladora sólo está interesado en sí mismo. Cualquiera que sea el tema, se detendrá tan pronto como sea posible para contar un pasaje que ha sucedido a sí misma.


Si no domina el tema de conversación que no presta atención a lo que se dice y, en cuestión de minutos, lo desvía y en busca de una forma de atraer la atención sobre sí mismos.

Involucrarse emocionalmente con una persona manipuladora un alto riesgo para la autoestima y de la libertad misma. El socio controlador surge gradualmente a medida que el líder de la relación, asfixia mientras se muestra cada vez menos cariñoso, amable y capaz de mantener el respeto y el afecto que dio origen a la relación.

La persona manipuladora se refuerza esencialmente debilitando el ego de sus víctimas. Pero el ejercicio de manipulación es aún peor en la esfera de amor, porque la persona actúa de manipulación al igual que un insaciable, siempre dispuesto a destruir la auto-confianza de la pareja y convirtiéndose en mera muleta, que está soportado para vivir.

Además de abuso verbal, crítica, actitudes falsas sorpresa de un error, sino que también hace todo lo posible para alejar a la pareja de amigos y familiares con el fin de crear un vacío alrededor de la otra. Puede debilitar el compañero de la red amigos, y sobre todo alejado de los antiguos amigos de su union.

A menudo no abiertamente prohíbe y, aparentemente, puede favorecer la pareja a tener amigos. Pero sólo en apariencia. Cuando esto sucede, el guía da una manera de detonar la amistad y para mostrar desagradable, haciendo que su pareja se sienta cada vez menos a gusto y se escapa de todo el mundo.

Comportamiento general de los manipuladores de ambos sexos

... No hace promesas, ya que no les gusta hacer concesiones. Su frase favorita es: "Usted no confía en mí?"


...sin complejos cuando se hace lo que dice o el fracaso de los compromisos adquiridos. En su lugar, siempre tiene excelentes pretextos para explicar. Odia que admitir que estaba equivocado....

... No considera las necesidades de la otra persona. Por el contrario, se impone su voluntad más o menos sutileza. Cuando usa la máscara de altruismo, pretendiendo que preocuparse por los demás, por lo general resulta ser ofendido si alguien censura por su indiferencia.

... Es inflexible y sólo cambia su mente a estar de acuerdo con alguien si tiene algún interés en ella. Lo que es por lo general sólo meses más tarde descubiertos.

... Usted es capaz de tomar posesión de ideas, deseos y opiniones de los demás, cosechando para sí el mérito que no le pertenece a él.


... Impone su presencia y le gusta entrometerse en la vida privada de las personas cercanas a usted. Pero lo hace siempre con el pretexto de querer ayudar.

... No se puede dejar de decir cosas que le causan malestar en las personas alrededor.

... A menudo transmite la idea de que los sacrificios por alguien o alguna causa, pero es puro marketing.


... Utiliza el chantaje emocional para conseguir controlar a los demás. O hace que las personas se sienten disminuida y arrinconado perjudicando ellos.

Los argumentos utilizados por él, para protegerse de la pareja de tus amigos:

"Con razón la gente no viene aquí en casa, usted no mantiene una conversación interesante!"

"No se puede decir que su grupo de pares es muy brillante.

"Confieso que estoy un poco decepcionado. Pensé que eran los mejores amigos


"No dicen que son lo que se dice cuando escuchas lo que dicen"

¿Cómo se consigue?

... Atacar a las personas, para justificar su opinión.

... Desacreditar en público ..

... Guardar silencio o dar aire desinterés.

... Mostrando impaciente, dando la impresión de que se quiere retirar, ya que visita antes.

... Escapar de la presencia de amigos que vayan a hacer otra cosa en lugar de compartir con ellos.


 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

MOÇAMBIQUE - Dia da Vitória - 07 de setembro

Não vi tua guerra nem nasci no teu chão,
E nem ouvi barulho do canhão.
Não chorei tuas lágrimas sofridas
e não enxuguei o sangue da tua ferida.

Eu não vinguei teus bravos soldados mortos,
Mas peço a Deus sorte aos teus filhos órfãos.
Eu também não ouvi todos teus gritos de dor,
Mas sinto pelo teu povo um sincero puro amor.

E neste dia tão importante para ti,
quero flores plantadas no teu jardim.
quero regar com água teu chão cru,
ver brilhar muito o teu lindo céu azul.

MOÇAMBIQUE, me acolheste em teu seio,
por ter me dado irmãos fora do berço.
E neste mundo confuso e desmedido,
ouvir VITÓRIA em teu negro alegre sorriso!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Pensando bem...

1. “Para alguns, a busca pelo conhecimnto é apenas uma etapa da vida. Para outros, a busca dura uma vida inteira. Não tenho a pretensão de saber tudo, se quer saber em demasia. Quero apenas saber o suficiente para não me tornar uma pessoa vaziamente medíocre. Viver para o conhecimento é atestar-se de sua insignificância diante da sabedoria do mundo”.

2. “No teatro da vida sofrer é uma arte! Ser sincero é uma comédia e querer ser feliz o tempo todo uma tragédia”.

3. “A relação entre a filosofia e a loucura consiste na existência ou não da racionalidade consciente. O louco é um filósofo incosciente e o filósofo um louco consciente”.

4. “Após a minha morte o meu corpo se decomporá; minha beleza sumirá; meus bens materiais se dividirão e o meu sangue se misturará a outro. Mas, os meus pensamentos persistirão por toda eternidade”.

5. “O ato de filosofar não se obtém na universidade, faz parte do instinto ou não. Fácil é ganhar dinheiro, difícil é filosofar o alheio”.

6."Nos dias de hoje, com a proliferação da promiscuidade sentimental humana, o amor mais enlouquece do que enobrece".

7. “Amar é o principal ato unilateral da vida do ser humano”.

8. “Difícil não é saber a diferença entre a mediunidade e a esquizofrenia. Impossível talvez, seja encontrar alguém “normal” o suficiente para julgar tal fato”.

9. “Não conseguiria imaginar a vida sem problemas. O sabor da felicidade está no mel da colméia da montanha mais espinhosa, e não no açúcar industrializado comprado no mercado da esquina”.

10. “Na sociedade pós-moderna o sexo eventual tornou-se um (péssimo) hábito. Faz as pessoas cometerem o erro de confundirem prazer com felicidade, paixão com promiscuidade. Só o sexo com intimidade tem a capacidade de nos fazer sentir completos".

11. "Não condeno aqueles que usam o corpo como forma de comercialização de prazer. Para ele, vender prazer é um ato superficialmente remuneratório. Pela lei da oferta e da procura, vende e compra quem quer (ou quem pode). Já para aqueles que compram o prazer, pagar pelo prazer é um ato de preenchimento de vazio interior. Vender prazer é vender algo que lhe pertence e receber por isso. Comprar prazer é assinar um atestado de infelicidade”.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Racismo e a culpa da cabeleira!

Sempre que tenho contato com sociedades diferentes, busco conhecer e conviver um pouco com a cultura local, seus costumes, com sua gastronomia,  música, estilo e etc. E isso não se trata de aculturação, mas de identificação e respeito para com o lugar que recebeu-me.
Confesso que sempre repudiei quaisquer atos de racismo ou preconceitos em relação a cor de pele,  raça ou etnia. Sempre perguntei-me: Mas quando e de quem nasceu essa ideia absurda de classificar as pessoas pela cor? Obviamente a antropologia e a história nos responde, por mais inaceitável que nos pareça. E, independentemente de análises antropológicas, digo que aqui mesmo em África, o racismo continua mais forte do que em qualquer outro lugar.
Nos meus conceitos primários, racismo era quando uma pessoa de uma raça não gostava de pessoa de uma raça diferente da sua. Como por exemplo o branco não gostar do negro e o negro não gostar do branco.
No entanto, o que mais me intriga é o fenómeno que eu constantemente presencio, o fato de o negro, inconscientemente discriminar o próprio negro.
Não vou generalizar é claro, mais vou citar casos comuns que eu vivenciei.
Certa vez, estava conversando com uma colega negra moçambicana. Ela disse-me então que tinha três empregadas domésticas e que para duas delas pagava 3.500,00 meticais (moeda local) e para outra pagava 5.000,00 meticais. Eu então disse que essa que ganhava mais devia ser mesmo muito eficiente, para diferenciar-se das outras. Ela então, respondeu-me que essa outra ganhava mais porque era “mulata” e as outras eram negras. Ou seja, que aquela devia ganhar mais porque tinha a pele mais clara que a das outras empregadas, justificando ainda: ela é a babá do meu filho menor, ele gosta mais dela porque ela é mais clara.
Certa vez no meu trabalho, fui abordada por um comerciante que perguntou se eu conhecia alguém que quisesse trabalhar com vendas, mas que deveria ser português ou brasileiro. Eu então questionei: Mas por que não pode ser um Moçambicano? Ele respondeu: "Contanto que seja um branco ou clarinho... Em Moçambique, se eu colocar um negro para vender, os brancos até podem compra se precisarem do produto, mas um negro, por mais que precise do meu produto, prefere comprar de um branco. Detalhe: Esse comerciante era negro.
Duas de minhas colegas, observando a maneira que eu trato a minha empregada doméstica, disseram: “Por que você diz por favor e obrigado sempre que pede alguma coisa para sua empregada? Se ela é sua empregada e você esta a pagar para ela te servir, não tem nada que dizer por favor e obrigada. Não se pede, manda-se. Se tu ficares tratando essa negra bem, ela vai te faltar respeito! Se ainda fosse da tua cor, tu até poderias dizer obrigado, mas nem é”. Obviamente não tive mais coragem de fomentar essas amizades.
Por uns meses usei tranças africanas. Sim, aquelas tranças feitas com mechas bem longas que é um símbolo da beleza africana. E por sinal gostei muito, só não imaginara que o cabelo poderia ser um instrumento de manipulação social.
Na minha visão, foi um ato tão simples quanto de mudar de penteado, mais não na realidade o impacto foi maior do que eu poderia supor.
Depois que coloquei as tranças, passei a ouvir coisas absurdamente preconceituosas, como do tipo: “Você esta parecendo africana, é melhor tirar isso!”. “Vão achar que você é negra!”. “Se você é brasileira, por que usa isso?”. Eu apenas imaginava, “e daí” pensarem que eu sou africana? Qual é o problema disso? Bem, com o tempo fui observando o que tudo isso significava.
No prédio em que vivia  depois que passei a usar as tranças, os porteiros e seguranças do prédio não me davam mais bom dia com o mesmo vigor de antes, nem me ajudam a carregar as compras. Quando entrava numa loja o vendedor não atendia-me com a mesma simpatia. No restaurante, o garçom atendia primeiro o cliente que ele julga ser branco, ou mais branco que eu. Quando eu perguntava minha cor para um moçambicano antes de usar as tranças, ele dizia que eu era “brasileira” (branca), depois das tranças, fui classificada como “mulata”. Antes das tranças, Perguntavam: “Você é de que lugar do Brasil?”, depois das tranças dizem: “Moraste no Brasil quanto tempo?”, ou então: “És brasileira?????!!!”.
Recordo-me de ter entrado numa padaria brasileira aqui em Maputo. Escolhi os produtos, aguardei na fila normalmente, que quando eu abri a minha boca e fiz o pedido, todos, acreditem, todos que estavam ao me redor, entre brasileiros, libaneses e moçambicanos, ouvindo meu sotaque brasileiro, pararam, olharam-me da cabeça aos pés, depois encararam a minha face, com um olhar de repúdio e espanto, como se quisessem dizer: “Você é brasileira? Usando essas tranças, credo!!”. Eu podia ler isso na mente de cada uma dessas pessoas. E juro, juro mesmo que não me incomodei em nada de pensarem isso, apenas fiquei decepcionada em ver a praga do racismo se proliferando em frente aos meus olhos.
Quando ia ao mercado, restaurante, ou qualquer outro lugar em que o atendimento não estivesse bom, as pessoas que acompanhavam-me diziam: “Esta vendo! É tudo culpa do seu cabelo!”. Então eu pensei: “Quer dizer então que para eu ser bem tratada aqui eu tenho mesmo que parecer ser branca ou a mais clara possível? Sinceramente, fico tão triste que, em pleno desenvolvimento e globalização, ainda possa existir tanto racismo assim. Que pós-modernidade é essa? Parece que ao invés de evoluirmos estamos voltando a época do mercatilismo.
Tinha a impressão que em qualquer momento eu poderia ser capturada por um português e ser vendida no mercado como uma escrava branca. E tudo por causa da cabeleira!





domingo, 27 de março de 2011

Pensamentos ao vento (curtos como pluma, pesados como cimento)

1- É muita prepotência do homem achar que é o único no universo. Não podemos delinear o que não tem fim e não podemos medir o que não conhecemos. Por isso que neste caso, a presunção é de existencialidade"

2- "O ser humano é um animal eminentemente social e, embora não admita, em geral prefere viver mal acompanhado do que só"

3- "Acho que amo o conhecimento mais do que a mim mesma. Sei que viver é necessário, mas conhecer é preciso"

3- "A hipocrisia me corroi os nervos, mas ao mesmo tempo, oxigena meu cérebro"

4- "Se hoje te amo, amanhã posso te odiar. E se hoje te odeio, amanhã posso te amar. Independentemente da inversão, o que importa é manter a intensidade do sentimento"

5- "Evite cobrar fidelidade de alguém. Os cães são fieis mesmo quando não amam. O ser humano ama, mas nem sempre é fiel"

6- "A loucura me fascina! O louco é intenso e verdadeiro em tudo que faz. Encontra nele mesmo aquilo que os normais buscam nos outros"

7- "Quando alguém pergunta se você está bem, não acredite que é porque realmente ela quer saber; é que a maioria dos que te perguntam apenas querem constatar se você está melhor ou pior do que eles"

8- "A mulher tem em sua natureza originária a prostituição em sua origem rudimentar. Não no sentido banal da palavra. Mas no sentido essencial. O amor para a mulher em geral, não se mede com palavras, nem se prova com prazer, apenas diante de recebimento de algo material que ela se dá por convencida"

9- "O mais domesticável de todos os animais é o homem"

10- "Muito reclama-se da pessoa manipuladora. Mas não podemos esquecer que o manipulador só existe, porque há alguém que aceita ser por ele manipulado"

11- "Está cada vez mais fácil achar uma agulha num palheiro do que encontrar um amigo verdadeiro "

12- "Muitas vezes é demasiado difícil saber o limite entre a sinceridade e a fantasia. Sinceridade é a coisa mais solúvel, manipulável e incerta que já existiu na construção psicosocial do ser humano"

Ser Globalizado

Às vezes sinto-me demasiado pequena neste mundo tão grande.
As informações me invadem num frenesi constante.

A ambição me esmaga como um elefante.
E o dinheiro parece fazer parte do meu sangue.

Hoje aqui, amanha aculá.
Onde é mesmo o meu lugar?

Sem barreiras, sem fronteiras. Sou um ser globalizado.
Minha bolsa Louis Vuitton, meu tênis nike, meu batom importado...Mas espera, tem alguma coisa errado!

Sou cidadã de um mundo global, porque global é o mundo (desigual).
Mas eu ainda sou um ser individual, cultural.

Sei que estou no mundo e o mundo está em mim.
Mas eu ainda sinto o cheiro do meu jardim.

Sou india, sou branca e sou negra.
Sim, sou brasileira.

Posso ser globalizada como um aço.
Mas novo mundo, das minhas raizes não me desfaço.

Maputo/Moçambique/África, 22 de agosto de 2010.

domingo, 16 de janeiro de 2011

MULHER LIMPINHA!

A uns dias li um texto na revista veja com o título “Mulher limpinha”. Nele, a autora (uma senhora de por volta 50 anos) disse que ouviu de um homem (no Brasil) que: a mulher ideal é aquela mulher que sabe cuidar dos filhos, do marido, organizada...você sabe doutora...uma mulher limpinha!
A escritora, então, mostrou-se indignada com tal declaração. Disse que não imagina que, nesta época ainda existissem homens que pensavam assim. Então pensei, em que planeta ela vive? Para que tanta indignação? Sabemos que o referido homem foi apenas sincero. Talvez falte a essa escritora, permitir-se enxergar, minimamente, além da cortina do feminismo que venda seus olhos.
Acredito que uma das frases mais verdadeiras neste mundo seja: “homem é homem, mulher é mulher” (que me desculpem as Constituições Republicanas). E o maior desafio num casamento é aprender a lhe dar com essa diferença. Homem é homem em qualquer lugar, e seus pensamentos são uníssonos quando se trata de mulher. Muda cultura, muda nacionalidade, religião, mas, no íntimo de cada homem, o desejo da “mulher limpinha” sobrevive, e de uma certa maneira, é até natural.
Não é difícil entender porque o homem pensa assim (muitas vezes inconscientemente), imaginem: É psicologicamente aceitável entender que, o homem quando casa, deseja na mulher a mesma segurança, bem estar e aconchego que tinha com sua genitora. As mulheres, muitas vezes não se dão conta que, o marido vê nela, em sua figura feminina, além de uma fêmea, uma mãe. Acredito que a maioria das mulheres não percebem, não entendem ou não aceitam esse instinto natural do homem.
Minhas caras, acredito que o primeiro passo para lhe dar com os conflitos existências em um relacionamento é: aprender a conhecer o seu parceiro, analisar seu histórico familiar, conhecer seus anseios...tentar desvendar esse homem que divide a vida com você. Não é nada difícil entender os homens, conhece-los. O homem não exige muito para ser feliz, acreditem.
A sociedade, em verdade, não mudou o homem, apenas suprimiu a sua vontade de dizer que sim, preferem casar com a tal “mulher limpinha”, pois dependendo da sociedade, este estigma foi suprimido. Estava eu conversando com um dinamarquês certa vez (desses “super modernos”) e fiquei surpresa quando ele disse que tinha separado-se, afinal, eu conhecia a esposa e os filhos e os achavam uma bela família.
Então ele começou a desabafar, dizendo que aos poucos ele começou a se sentir a “mãe” da casa, cozinhava, cuidava sozinho dos filhos, pois a esposa estava sempre viajando a trabalho, ou chegando em casa mais tarde que ele. Eu então disse que achei que na cultura europeia isso fosse mais do que normal, e que os homens não eram nada machistas. Ele então respondeu: “Essa história de que o homem europeu não é machista é conversa, homem é homem em qualquer lugar do mundo. A mulher pode trabalhar fora, ganhar mais do que o marido, mais isso não a torna um homem. Mulher para me fazer feliz tem que ser mulher, dar carinho, atenção, me preparar um doce de vez enquanto, acalentar meus filhos...Mulher tem que ser mulher porra! Depois disso, só me restou soltar um: It`s true!
Seria um tanto estranho pedir ao homem para ser feminista. Isso já é exigir de mais não? E que não me chamem de machista (se quiserem me chamar também, não tem problema). Eu apenas tenho que vislumbrar e tentar compreender a realidade. Sabemos que, no fundo no fundo, quem manda na casa é a mulher, e ela, tem o poder que a maioria dos homens não tem, o de manipular a relação. Mas, minhas caras, “os homens tem a necessidade de se sentirem os homens da casa, os provedores”. Não sei, mais, um homem feminista, para mim não é homem! Não é natural!
Mulheres, deixem os homens acharem que mandam em tudo, deixem eles se sentirem os machos da casa. Eles não exigem muito de nós. O homem quer atenção, ouvidos, cafunés. E sim, homem também é fragil, as vezes muito mais do que a própria mulher.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

METAFÍSICA EXISTENCIAL

Em estado alfa minha alma chora. Minhas mãos teimam em escrever com letras frias e tintura em sangue.
Escrevem a incompreensão subconsciente de indignação das falhas metafisicamente humanas. Das suas aberrações criadas pela mente e pela covardia de exteriorizar seus sentimentos.
Ser Humano? O que é ser um ser humano? Ser parido, crescer, parir e morrer? Seria isso o fundamento da existência humana na terra? E tudo isso sem sentimento (ou melhor, ignorando sentimentos)?
Mente versus coração. Coração versus mente. Por que na maioria das vezes eles seguem opiniões diferentes? Por que ter que escolher entre um e outro se ambos fazer parte do mesmo todo? Por que lutar dentro de nós mesmos contra nos mesmos?
Por que é tão difícil assumirmos nossas fraquezas, nossos medos e nossos sentimentos? Por que as pessoas tem medo de amar? Muitas vezes preferem viver a morte em vida do que correr o risco de sofrer? E não é que amor rima com dor?
Por que é que o egoísmo e o orgulho impedem que a frase “Eu te amo” saia de nossas bocas sempre que temos vontade de dizê-la? (e não dizemos). Será que é tão difícil ser sincero? É porque na realidade, dói ser sincero!
Por que é que as pessoas sempre procuram o caminho mais fácil? E por que geralmente tudo aquilo que é fácil não compartilha o coração? Não quer arriscar, não querer sofrer, não quer viver! Pode ser um absurdo, mas acreditem, sofrer, é estar vivo! É aprender, é crescer. Estar vivo, é muito mais que respirar...estar vivo é amar!
Por que não temos força para desembanhar a espada e lutar? Por medo de sermos feridos! Por que desistir na primeira batalha? O pior inimigo de um guerreiro, é seu próprio medo. Por que abrir mão daquilo que amamos e queremos? Será que porque apenas somos covardes?
Por que colocar em segundo plano aquilo que verdadeiramente amamos em prol do dinheiro, da estabilidade, do sucesso...? Por que nos tornarmos uma blindagem oca? Por que sorrir voluntariamente? Tudo porque paramos de acreditar nas pessoas.
Por que não enfrentar os medos, refletir sobre um pesadelo? Por que não aceitar que aprendemos com o erro? Sim, quero errar de vez enquanto!
Por que não gostar de quem não gosta de mim? E daí? O amor, em sua natureza, é de oferta, e não necessariamente de recebimento.
Por que magoamos quem mais amamos? Por que fazer do egoísmo uma herança? Por que não rir mais da brincadeira de uma criança? Por que não ainda ter esperanças?
Por que não reconhecer no inimigo nosso espelho invertido? Por que não dizer olá a um desconhecido? Por que não oferecer abrigo?
Por que não chorar com os filmes bobos e com as músicas nostálgicas? Será que não ter mais sentimentos é uma moda ou uma nova fase social da humanidade? Se assim for, não quero estar na moda, muito menos viver socialmente. Prefiro ser um bicho no meio do mato.
Por que não deixar as “vírgulas” serem mais importante do que toda a gramática da vida? Por que não tentar transformar o bom no melhor, e o melhor no excelente? Por que não aceitar que somos gente?
Por que passamos a vida inteira nos perguntando: “Mas e se eu tive feito o que eu realmente queria, tudo seria diferente?”. Porque temos medo de escolher. Muitas vezes deixamos as coisas acontecerem da maneira mais medíocre e depois dizer: pois é, a vida quis assim!
A vida não quis nada! Você é que aceitou isso meu amigo. A vida é como um vento, se você não anda em uma direção, ela trata de te levar aonde você merece estar. Apenas saiba que, quem não sabe o que quer, não vai a lugar algum.
 Não gostamos de ser enganados, mas adoramos enganar a nós mesmo! E isso é lamentavelmente triste, além de hipócrita, é claro!
Sei que o mundo não é um paraíso, que a vida não é um jardim, e que o mar não é de rosas. Pois saiba que para tentar ser feliz, você precisa mesmo é dos espinhos...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O que Shakespeare aprendeu ?

"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem da vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa - por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, e se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que e se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
"E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"

Obs: O texto constitui-se em uma junção de vários pensamentos do autor em diversos textos diferentes, traduzidos para o português brasileiro.


quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Não me importo




Não me importo de carregar nas costas um passado tão presente.
De viver traumas que não me pertencem.
De desprezar o futuro evidente.
De hipotetizar o que os outros sentem.

Não me importo se gostam ou não do meu cabelo
ou se alguém se incomoda com meu batom vermelho.
Não me importo de desistir de uma batalha,
quando pelo o que eu brigo, já não vale mais nada.

Eu não me importo de ter pena de ti,
de tua mente e teus atos infantis.
Do teu mundo arrogante e sorridente.
Do teu egoísmo plácido e transparente.

Eu não me importo em ser imperfeita.
De não ter cara de Maria ou Tereza.
De não ser santa como uma velha freira,
ou um diabo frio no calor da caldeira.

Eu, simplesmente, não me importo.

Eu não me importo de ser quem eu (não) sou,
de falar alto, roer as unhas, dar um show.
De ter mil caras, mil gestos, mil jeitos,
de não me preocupar com o que pensam os terceiros.

Também não me preocupo em ser sempre sincera.
No palco, rir de uma tragédia,
e sem motivo, chorar numa comédia.
De esperar ao o que não me espera.

E não me importo de andar na multidão.
Em tropeçar, errar, cair no chão.
Não me importo de viver numa prisão,
quando a chave estiver no meu próprio coração.

Eu, simplesmente, não me importo.

E não me importo em não ter religião.
Em jogar álcool na boca de um vulcão.
E sorrir pra quem me diz um não.
Não me importo, de às vezes, sonhar em vão.

Eu não me importo em ser assim.
Sentir frio no calor, começar no fim.
Não me importo em ler de trás pra frente.
E nem me importo em pensar diferente.

Eu não me importo em ter medo.
Acordar chorando com um pesadelo.
Buscar o amor, no ódio alheio.
Buscar no erro, o meu acerto.

Eu, simplesmente, não me importo.



segunda-feira, 6 de julho de 2009

CAMINHOS

Sim. Na beira do mar tua mente vagueia. Teu espírito entre as árvores, as flores e vento procura o caminho, o teu caminho.
No entanto, buscas o desconhecido. E no teu caminhar, cuidado ao que vais buscar.
Em que vais tropeçar? O que encontrarás?
Cuidado ao buscar o caminho da verdade. Não porque tu venhas a tornar-te refém da mentira, mas é que sempre atrás da verdade, escutarás a voz de alguém chorando, bem baixinho, lá no fundo, do outro lado do muro. Desta maneira, se queres encontrar a verdade, estejas preparado para ela.
Não busques também apenas o caminho da moral, nem da ética. Não porque tu venhas a ser imoral ou antiético, mas é que agindo eticamente, não terás coragem de seres o que realmente és. Muito menos farás aquilo que tens vontade. Te tornarias apenas aquilo o que querem que tu sejas. Sem cor, sem riso, sem pulso. Um cego no escuro.
Sei também que não deves enveredar no caminho da ambição desmedida. Dinheiro é essencial, pode comprar tudo e todos, mas não te fornece a paz interna. Dinheiro não sacode tuas raízes e nem compra o amor, o verdadeiro amor. E não estou a dizer pra seres pobre, isso jamais. Apenas tome cuidado para não seres escravizado pela tua própria ambição. Ser escravo do dinheiro é ser pobre em sentimentos.
E o amor? Buscas o amor? Digo-te apenas que não busque o caminho do amor. Não saia por ai procurando o amor, ou insistindo em um amor. Isso não será benéfico a ti. O amor não gosta de ser procurado nem encontrado, muito menos forçado, ele gosta de encontrar, de se apresentar, com calma, leve e sutilmente...deixa ele te encontrar! Sabes por que? Porque se procurares o amor, e o encontrares, não terás noção da validade, qualidade e da quantidade deste amor. Se quer saberás se ele realmente é um “amor”, ou uma fantasia criada por ti e para ti mesmo. Desta forma, seria ele sempre um enigma, uma caixinha de surpresa, e às vezes, até uma "caixa de pandora".
Mas se ele te encontrar, ai sim. Aceite-o. Com o amor não se luta, não se subestima. Apenas o acolhe, ou não. Assume-se o risco ou acovarda-se.
Mas não iluda-se, esse caminho é árduo. Aceitar o amor não significa, necessariamente, ser feliz. Aceitar o amor e viver um amor é crescer e amadurecer. Amar, é tornar-se forte!

domingo, 3 de maio de 2009

Mulher, Rainha e Serpente

Deslizar em tua pele.
Perder-me entre tuas vestes.
Sentir o sabor do suor do seu corpo.
Sentir pulsar teu coração antes morto.

Quero teus olhos somente sobre mim.
E cavalgar no teu colo em um jardim.
Quero apertar e morder teu couro nu.
Sentir brilhar teu gozo em ouro cru.

Quero tua mente, louca, indecente.
Poder gritar tesão entre as gentes.
Ver a fêmea de inveja quase morta.
Gritar: Meu macho! Enfrente a tua porta.

Ser Dama na mesa, louca na cama.
Ser seu desjejum, seu almoço e sua janta.
Te fazer rir, mesmo sentindo dor.
Te fazer plantar e colher um louco amor.

Quero sentir teus sentimentos envaidecidos.
Domar leões, tocar fogo em teu circo.
Te fazer um homem forte, domar tua mente.
Te enfeitiçar feito uma rainha serpente.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Desejos masculinos: A mulher ideal

Assim como no mundo científico pairam dúvidas sobre a origem da humanidade, no mundo feminino existem dúvidas corrosivas sobre o que seria uma mulher ideal para um homem. O que de fato um homem deseja em uma mulher.
Ora, concordemos, um conceito absoluto jamais existirá, levando-se em consideração a multiplicidade e complexidade da personalidade masculina de gostos, escopos e pré-conceitos moldados pela ambientação social-cultural em que cada um foi podado. Ou seja, por mais que nós nos esforçássemos sobre-humanamente, não encontraríamos um único perfil de mulher que agradasse a todos os homens em absoluto. Até ai tudo bem, compreensivo.
No entanto, no afã feminino de minimamente conhecer o homem em que se convive e o macho que hipoteticamente lhe pertence, buscaremos aqui encontrar e apresentar as características uníssonas existentes sobre o que um homem verdadeiramente almeja em um ser feminino.
Para iniciar, faz-se necessário uma viagem na história. Antigamente, nas sociedades monogâmicas, monárquicas e ocidentais (e em algumas orientais), o homem precisava de duas mulheres para poder completar tudo aquilo que realmente desejava. A esposa, tinha que ser culta (incluindo-se nisso a boa educação e a inteligência), ser prendada (saber bordar, pintar, cozinhar, tocar instrumentos), ser bela (ter um rosto angelical) e, principalmente ser fértil. Por outro lado, para a amante, exigia-se apenas ser “farta de carnes” e dominar a arte do prazer sexual.
Assim, na referida época, era comum a esposa saber da existência da amante e ter que conformar-se com isso, pois prazer sexual não era atribuição da esposa, e sim das amantes e das prostitutas. Para uma esposa, fazer sexo oral no homem era quase que um pecado. E mesmo que não fosse, pois com tantos filhos para criar, ficava difícil dar atenção ao esposo, muito menos ter disposição para satisfazê-lo sexualmente. Sei que essa verdade incomoda, mas, infelizmente, era a realidade da época.
Mas, os tempos foram mudando e, as coisas foram tomando proporções diferentes. As mulheres passaram a não mais aceitar tal situação. Mas o que teria acontecido então? Os desejos de mulher ideal para o homem modificaram-se junto com a sociedade? Não! As mulheres que mudaram!! As mulheres deram contam que, elas não tinham mais que aceitar uma terceira pessoa em sua relação, que elas mesmas poderiam satisfazer seus homens. Assim, começaram a tomar as primeiras atitudes: 1.Ter menos filhos: Sim, com menos filhos, mais tempo para se cuidar (pois já não bastava mais um rosto angelical, e sim um corpo bonito e bem cuidado).
2.Ter mais disposição e vigor: Não estar mais cansada e enfada quando seu esposo chegar em casa. Pois saibam, os homens gostam de um belo jantar os esperando em casa, mas não gostam de esposas cheirando a cebola. Gostam de filhos bem criados, mas não gostam de mulheres estressadas.
Sei que tais apontamentos podem soar um resquício de machismo, mas ora, não percamos o objeto de nosso estudo! Estamos analisando a mente masculina, e o ser masculino é eminentemente egocêntrico! Não estamos analisando o que às mulheres desejam. Sem falar que estamos demonstrando como as coisas são, e não como elas deveriam ser.
Assim, de uma maneira generalizada, todos os homens gostam de mulheres sorridentes. Um sorriso desmonta a armadura masculina. Não pense que vai conseguir o que quer de um homem no grito, que não vai.
Homem gosta de um belo corpo, uma mulher bem cuidada, mas para ele, isso só não basta! Mulher bonita é uma coisa, “gostosa” é outra. Somente a beleza não importa, tem que dominar a arte do sexo. Tem que ser boa de cama, saber gemer e rebolar. Homem gosta é de interatividade e atitude!
Homem também gosta de mulher bem vestida. Mas isso não quer dizer “muito vestida”. Homem gosta de mulher elegante e sexy. E sabe por quê? Porque eles adoram ver as suas mulheres cobiçadas por outros homens. E sabe quando um homem tem orgulho de sair com sua esposa? Quando os outros homens olham para ela. Essa é a mais pura verdade, pode confiar, embora eles jamais admitam isso!
Opa! Mais não basta ser sorridente, bonita e boa de cama (ou “raçuda”, como dizem os cearenses). Tem que ser inteligente! Isso mesmo. O que vale uma fruta suculenta vazia por dentro não é? E a espécie de inteligência que o homem mais aprecia em uma mulher é o seu senso de humor. Mulheres técnicas demais, que vivem falando de suas profissões não agradam em nada o universo egoisticamente masculino.
Outra coisa importante: homens gostam de mulheres companheiras, que saibam mais ouvir do que falar. E, preferencialmente não gostem de discutir a relação.
Sendo assim, essas são as características essenciais que os homens almejam em uma mulher. Em verdade, o que o homem deseja nos dias de hoje é uma “super-mulher submissamente independente".

domingo, 5 de abril de 2009

Impressões precisas do sexto sentido.

Por que me matas a alma, se a muito tua íris já espelha os jardins do purgatório?
Por que ainda sorri, se teu sorriso engana apenas os que não te conhecem?
Mas como poderia eu te julgar?
Não sou santa, nem carmelita, sou o teor da pomba gira.

E tuas palavras? Há tua palavras...Devassas, cantadas, ultrapassadas.
Percorrem os tímpanos dessa pobre mortal. Desigual!
Terá ela os mesmos pecados que eu?
Darás a ela os impropérios de tua mente indigna? Fingida!

Furtar, seduzir, matar. Necessidade, não nego!
E tu? Enganar, desarmar, escravizar. Puro ego!
Eu com a faca, tu com o prego! Não erro!
Ela com medo, paixão e segredo. Acerto!

Meu sexto sentido, por ti não sentido,
Me mostra o rosto da pobre coitada. Enganada!
Pensando que enfim encontrou seu amor. Horror!
Mal sabendo a fria em que entrou. Procurou!
Provocou minha ira nada mais que bandida. Ferida!

Jogo duro, jogo sem dó. Prendo-te num ninho de nós.
E não me venha com bandeirinha de paz. Não penses que és sagaz!
A paz é para os derrotados. A merda com o fracasso!
Tua ilusão pelo macho é minha defesa, velha-ninfeta!

Menina-velha é experiente e guerrida.
Mas ainda não é mãe, não é parida! Não sabe nada da vida.
Só sabe voar, não sabe lutar e não sabe matar.
Não imagina o que o destino lhe reserva. Uma fera!
Levanto minhas armas. Agora é guerra!

sábado, 28 de março de 2009

O (anti) Hino Nacional

Todo poeta, durante sua vida, cria e recria seus poemas de acordo com suas "fases" e suas ideologias. Ora épico, lírico, engajado...E ontem, conversando com umas pessoas sobre política e questões sociais, lembrei-me dos meus tempos de "jovem revolucionária".
Tempos de presidência de grêmio estudantil ao lado de meu colega "Rauzito" (um garoto intelectual ultra-revolucionário socialista, que não vejo há anos)...onde subíamos em mesas, gritávamos, esbravejávamos, colecionávamos inimigos e lotávamos o auditório da escola,(tudo com muito rebuliço, é claro).
Tempos também de movimento político, palestras, reuniões em centros comunitários, o conhecido tal “corpo a corpo”. Tempos de “consciência e amadurecimento político”...Tempos em que Maquiavel residia na cabeceira da minha cama.
Bons tempos esses...embora hoje, saiba que em verdade nunca tenha sido socialista, apenas desde muito jovem tinha o bem estar da sociedade como uma grande preocupação.
Fase essa da minha vida que jamais esquecerei...
Talvez tenha nascido daí, minha vontade de ser jurista, afinal, o Direito sempre foi e sempre será um instrumento de alcance político-social.
E foi nesta “época vermelha”, que fiz o seguinte poema, ou melhor, a seguinte paródia do hino nacional brasileiro que estampou o mural das escolas da cidade na época.
O (anti) Hino Nacional.

Parte I

Ouviram do palácio do planalto
em um discurso composto por vagabundos.
Onde diziam: Viva o Brasil da liberdade!
Mas na verdade, opressão é realidade.

E nessa hipócrita, sociedade,
o pobre é fraco e quem ganha é o mais forte.
O que queremos é igualdade,
pra não vivermos esperando a própria morte.

Ó patria amada,
és engana,
nos socorre!

Brasil, meu país és iludido.
E devido à ganância tu não cresces.
E enquanto teu real é escondido,
teu coração e o teu povo entristece.

És nobre pela tua natureza.
Teu povo indígena e mulato é grandioso.
Não deixem destruírem a tua pureza.

Terra adorada.
Entre outras mil,
és tu Brasil,
Não te desarmas.
Dos filhos deste solo és mãe gentil.
Pátria enganada, Brasil!

Parte II

Cuidado, pois teu povo é iludido.
Dopado em um sono profundo.
Abri teu olho, és dominado pela "América",
Pelas rédias da metrópole do mundo.

Mas tua glória virá um dia.
Tua juventude não quer mais estes horrores.
Acabaremos com a injustiça.
Pois teus filhos não querem ser sofredores.

Ó pátria amada,
és enganada,
nos socorre!

Brasil tens na Amazônia o teu símbolo,
mas o seu verde não está sendo respeitado.
Tuas matas e raizes são queimadas.
E do teu solo o teu ouro é retirado.

Mas tenho fé que nascerá a tua sorte.
Torcer pra que a glória seja tua,
e não as outros que provocam tua morte.
Terra adorada.
Entre outras, és tu Brasil,
não te desarmas.
Dos filhos deste solo és mãe gentil.
Pátria explorada, Brasil.


Abaetetuba-PA, 01 de fevereiro de 2002.

terça-feira, 24 de março de 2009

Quem és?

Cavalo alado
braços amarrados
em desalento.

Olhos vendados
desatinado
exacerbamento.

Vagando o mundo
a me procurar
no submundo.

Peito sangrando
desatinado
desencontrado?

Mas quem eu sou?

Sou o guerreiro
desarmado
pelo amor?
Quem eu sou?

Sou a abelha
embriagada
pela flor?
Quem eu sou?

Sou a messalina
pela paixão
endireitada.
O que constatas?

Sou o cão fiel
ignorado
pelo dono.
Me chamo abandono?

Sou o filho
parido
frente ao ócio.
Eu sou o ódio?

Sou a esposa
infiel
junto ao amante.
Eu sou errante?

Sou o esposo
infiel
no bordel.
Eu sou o réu?

Sou o palhaço
com o riso
ignorado.
Sou o fracasso?

Não!!
Tu és o reflexo do medo
em desvaneio
indignado
frente ao espelho!

Como identificar o "manipulador"

Fernanda Dannemann

Reconhecendo o(a) manipulador(a)

“A pessoa manipuladora é, antes de tudo, invisível”, diz a terapeuta comportamental e especialista em programação neurolingüística Isabelle Nazare-Aga. Segundo ela, só o tempo e a convivência permitem reconhecer o(a) típico(a) manipulador(a). Porém, com o hábito e a observação, torna-se possível identificá-lo(a) cada vez mais rapidamente.

A terapeuta concluiu em seu estudo que as características de manipuladores do sexo masculino e feminino são exatamente as mesmas. De acordo com as estatísticas, quase todo mundo já teve ou tem contato com, pelo menos, uma pessoa manipuladora durante a vida.

“Com algumas exceções, o(a) manipulador(a) não tem consciência de suas atitudes devastadoras. O egocentrismo dele(a) é tão forte que é incapaz de perceber o que os outros sentem”, diz Isabelle. “Aqueles que são conscientes e não querem mudar, beiram a perversidade”, completa.

De acordo com a psicóloga Aparecida Nogueira, no plano amoroso, a médio prazo, o tipo manipulador não consegue manter a harmonia. Discussões (em particular ou em público), clima ruim (que muitas vezes os amigos não percebem), separações, sofrimento, costumam marcar a vida de uma pessoa manipuladora.

Quando o relacionamento desse tipo acaba, geralmente, não fica nem amizade. Isso porque o(a) ex- parceiro(a) sente-se tão aliviado por ter se livrado da manipulação que é incapaz de ter bons sentimento por quem o(a) torturou.


Com quem você está lidando?

Uma das principais características do(a) manipulador(a) é só se interessar por si mesmo(a). Qualquer que seja o assunto, interrompe assim que possível para contar uma passagem que tenha acontecido com ele(a).

Se não dominar o tema da conversa, não dá atenção ao que está sendo dito e, em poucos minutos, desvia o assunto e procura uma forma de atrair os olhares para si.

Envolver-se emocionalmente com uma pessoa manipuladora é um grande risco para a auto-estima e para a própria liberdade. O parceiro manipulador, aos poucos, se coloca como líder do relacionamento, sufocando ao mesmo tempo em que se mostra cada vez menos amoroso, gentil e capaz de manter o respeito e o afeto que deram origem à relação.

A pessoa manipuladora se fortalece, essencialmente, enfraquecendo o ego de suas vítimas. Mas o exercício da manipulação é ainda pior na esfera amorosa, porque o(a) manipulador(a) atua exatamente como um(a) insaciável, sempre pronto(a) para minar a auto-confiança do(a) parceiro(a) e transformando-o(a) em mera muleta, na qual se apóia para viver.

Além de agressões verbais, críticas, atitudes de falsa surpresa diante de um erro, ele(a) também faz tudo para afastar o(a) parceiro(a) dos amigos e da família, de modo a criar um vazio em torno do(a) outro(a). Consegue enfraquecer a rede de amizades do(a) companheiro(a) e, principalmente, afastá-lo(a) de amigos anteriores à sua união.

Muitas vezes, não proíbe abertamente e, aparentemente, pode encorajar o(a) parceiro(a) a ter amigos. Mas só aparentemente. Quando isso acontece, o(a) manipulador dá um jeito de detonar a amizade e de se mostrar desagradável, fazendo com que o(a) parceiro(a) sinta-se cada vez menos à vontade e acabe se afastando de todos.


Comportamento comum dos manipuladores de ambos os sexos

...não faz promessas porque não gosta de se comprometer. Sua frase preferida é:“você não confia em mim?”

...não pede desculpas quando não cumpre o que diz ou falha nos compromissos feitos. Em vez disso, tem sempre excelentes pretextos para se explicar. Detesta ter que admitir que errou.

...não considera as necessidades da outra pessoa. Ao contrário, impõe a sua vontade com mais ou menos sutileza. Quando usa a máscara do altruísmo, fingindo preocupar-se com os outros, geralmente mostra-se ofendido(a) se alguém o(a) censura por sua desconsideração.

...é inflexível e só muda de opinião para concordar com alguém se tiver algum interesse nisso. O que, geralmente, só é descoberto meses depois.

...é capaz de se apropriar de idéias, desejos e opiniões alheias, colhendo para si o mérito que não lhe pertence.

...impõe a sua presença e adora se intrometer na vida particular das pessoas que lhe são próximas. Mas faz isso sempre com o pretexto de querer ajudar.

...não consegue deixar de dizer coisas que provocam mal-estar nas pessoas ao redor.

...muitas vezes, transmite a idéia de que se sacrifica por alguém ou por alguma causa, mas é puro marketing.

...usa a chantagem emocional para conseguir controlar os outros. Ou então faz com que as pessoas sintam-se diminuídas e acuadas, fragilizando-as.


Argumentos usados por ele(a), para afastar o(a) parceiro(a) de suas amizades:

“Não me admira que as pessoas não venham aqui em casa, você não mantém uma conversa interessante!”

“Não se pode dizer que seu grupo de colegas seja muito brilhante.

“Confesso que estou meio decepcionado. Pensava que você tivesse amigos melhores”

“Não se diria que eles são o que você diz, quando se ouve o que falam”

Como ele(a) consegue?

... atacando as pessoas, para que justifiquem sua opinião.

...desprestigiando-as em público..

... permanecendo em silêncio ou dando ares de desinteresse.

...mostrando-se impaciente, dando a impressão de que quer que as visitas se retirem o quanto antes.

...escapando da presença dos amigos indo, ostensivamente, fazer outra coisa em vez de compartilhar com eles.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Em transe

A chuva cai docemente,
No silêncio da noite fria.
Imagino Você a meu lado,
aquecendo meu corpo gelado,
carente do corpo seu.

Imagino e fico a sonhar,
tendo tudo o que eu quero,
sentindo o que eu mais venero,
Fundindo meu corpo ao seu.

Minha alma sedenta de amor,
neste desejo me entrego,
e em transe fico a me ver,
tocando e amando você.

Porém, o mais triste de tudo,
é o despertar para o mundo,
onde no dia seguinte,
tudo irá recomeçar.
Olhar para a cama vazia,
é ver que você não está.

Belo Horizonte, 23 de março de 2009.

domingo, 22 de março de 2009

Isso é TECNOBREGA!

Segunda feira chegando, mas uma semana de guerra no cotidiano. E, mas uma semana freqüentando a academia. E, é por causa da academia que vou postar agora. O meu treinador na academia, um mineiro, nascido no interior, adora, entre um e outro exercício me “zoar” pelo fato de eu ser paraense. Sempre quando chega alguém novo na academia ele diz: “ei fulano, você já ouviu falar em TECNOBREGA? Essa minha aluna aqui (euzinha) dá aula de tecnobrega”. Ecoando, risos borbulhantes de todos que ouvem.
Uma certa vez, uma menina que estava ao meu lado perguntou, caindo na gargalhada: “O que é tecnobrega? Seria o Falcão (aquele cantor nordestino de broche de flor) dançando música técno?” Eu, naquele momento, não sabia se ria da ignorância cultural dessa menina, ou se chorava de raiva pelo desconhecimento. Logicamente, proferi apenas aquele básico sorrisinho amarelo, e respondi: Não minha cara, “tecnobrega” é um estilo musical peculiar do estado do Pará.
Até ai tudo bem, afinal, uma patricinha mineira, que passa o dia ouvindo o “fank do titanic” e o “axé de Claudia Leite” (é isso mesmo, às vezes me sinto no Rio de Janeiro ou na Bahia, de tanto fank e axé que ouço por aqui), não tinha a menor obrigação de saber nada sobre os estilos musicais da região amazônica, mas para minha indignação, ela respondeu: “a sei, Pará é onde tem aquele negócio de Calypso, que eu odeio e boi de Parintins né?”. Ai foi o meu fim.
O sorriso amarelado deu espaço a um ranger de dentes, a uma voz grossa, e a um olhar esbugalhado. Aproximei-me da menina e falei, com todo calma do mundo: “Boi de Parintins fica no Estado do Amazonas, e não no Estado do Pará. E sobre o Calypso, tu não gostas da banda ou do ritimo?” Ela então respondeu: “Como assim? Não gosto daquela loura requebrando, não é isso que é calypso? Eu, já sem paciência, disse que o calypso era um estilo musical diferente, e que, independentemente, a banda calypso era só um grupo musical que tocava o ritimo de mesmo nome. Foi quando eu, com medo de me queimar com a fumaça que saia da cabecinha daquela menina, que queimava neurônios demais, me afastei.
Outra vez, estava assistindo uma palestra de Direito criminal e a palestrante Paulista, proferiu a seguinte frase: “Esta questão é de um concurso de magistratura do Estado de...Roraima...Rondônia...Pará...Há! sei lá, é tudo a mesma coisa mesmo! É onde toca esse tal de tecnobrega”. Putz...(sem comentários).
Foi então que me vi na necessidade, quase que movida por um espírito missionário cultural, de dizer, afinal, o que o TECNOBREGA, e sua distinção do CALYPSO. Logicamente que a distinção entre os Estados de Roraima, Rondônia, Amazonas e Pará, eu peço que a referida professora volte às aulas de geografia, que com certeza, a muito foram cabuladas.
Assim, TECNOBREGA e CALYPSO são estilos musicais oriundos de uma mesma raiz musical, qual seja o BREGA paraense dos anos 60. Importante aqui dizer, que o ritimo BREGA, não tem nada a ver com o ADJETIVO BREGA ou seja, tudo aquilo que é cafona. Com o passar das décadas, foram introduzidos percussão, guitarra e bateria no Brega, o que hoje se conhece por Calypso. Já o Tecnobrega, é a introdução de música técno, recursos de computação, dentre outras parafernagens que a modernidade pode proporcionar.
Assim, o Calypso é um ritimo caracterizado por bandas, com dois ou mais vocalistas, muito bonitas por sinal (e, não sei, por que, a maioria composta por louras). Sempre com um grande balé de dançarinos semi-nus, com coreografias provocantes e roupas coloridas. É, tenho que admitir que, para quem não está acostumado, pode parecer cafona sim. Principalmente pra quem mora no sul e sudeste. Quanto às letras, são em geral românticas e bem articuladas.


Já o Tecnobrega, em sua grande maioria, não existem “bandas”, sequer conhecemos os cantores, pois as musicas são difundidas nas conhecidas “aparelhagens”, ou “naves do som” (Tupinanbá, popsom, Rubi são as principais). E vou te falar, não existe coisa no mundo igual a isso! É um verdadeiro show de pirotecnia. E quando eu falo que é “nave do som”, é nave de verdade! São metros e metros quadrados de aparelhos, caixas gigantescas, luzes de todas as cores, computadores, dentro de um formato que imita uma nave espacial. E pra quem pretende ir a um show de tecnobrega, recomendo ir de óculos escuros a primeira vez! No centro da nave, sob um pedestal, fica um cara comandado tudo. Já as poucas bandas de tecnobrega, esteticamente, lembram muito o calypso, algumas até misturam tudo, mas o ritimo, sempre é mais frenético (Banda Fruto sensual, banda tecnoshow e banda xeiro verde são as principais).
Agora, um aspecto que me chama atenção é como se dança o tecnobrega. É mais difícil que o calypso e, logicamente, muito mais frenético. Não é qualquer um que dança não!
Abaixo um vídeo de um casal dançando Tecnobrega. (Eles dançam bem...mas eu ainda danço melhor! Rsrs)




Desabafo de um destino desatinado

DESABAFO DE UM DESTINO DESATINADO

I – Da observação do destino

Filho da puta,
humano-moleque,
No final da curva,
Eu vou te pegar.

Te pego sozinho,
Sem mãe, sem defesa,
Na tua mente escondida,
Saída na há.

Tu te achas grande,
Metido, perverso.
Exacerba sentidos.
Onde tu estás?

O meu paraíso,
É teu medo escondido.
No rio do destino,
Vingança virá!

Caminhas pra frente!
Não olhas pra trás?
Desce daí!
O que ganharás?

Tua origem é teu tudo,
Teu fruto desnudo,
Ignoras futuro?
E teus filhos, pastais?

II – Da advertência do destino

Filho da puta,
Pensais na vida,
Minha labuta é corrida.
Quem te vai defender?

Não te achais tudo,
Pois no teu crepúsculo,
Da terra e do pó,
Tu não podes correr!

Ao teu livre arbítrio,
Assisto sozinho,
E no livro da vida,
Estou eu a escrever.

Eu quieto, calado,
Com os dois pés descalços,
Com medo do futuro,
Quero te ver crescer!

Mas teu deslumbramento,
Orgulho desatinado,
Subiu pra cabeça,
Não te deixa ver!

Que teu coração,
Ficando escuro,
Teus filhos queridos
A quem vão obedecer?

III – Das consequências

Filho da puta,
Quem pensas que és?
Já bebestes as lágrimas,
De quem ignoraste?

O amor da tua esposa,
Já não mais existe,
Lembranças apenas,
Do que destruístes.

No teu livro da vida,
Eu já escrevi,
O grito e o temor,
Dos que tu abandonaste.

Tua alma sem cor,
Teus olhos sem vida,
Espelham apenas,
O que tu plantaste.

Tuas noites, agora,
Sem lua, sem sono,
Soam os pesadelos,
Que tu já causastes.

E hoje tu choras humano-moleque,
Eu bem te avisei o que estava por vir.
E tu não me ouvistes, homem-teimoso
Da tua morte em vida, tu já cansastes?
Mas agora filho: "É tarde!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Filosoblogando

Ano novo, vida nova! Não é assim mesmo a frase? Bem, se o ano é novo e a vida é nova, por que não um blog novo? Por que não partilhar de nossos pensamentos, idéias, confissões e aflições. Ou seja, por que não FILOSOBLOGAR? Passamos à vida inteira estudando tantas coisas, aprendendo regras, carregando dogmas. Então, por que não estudarmos a nós mesmo? Por que não refletir sobre nossa existência, nossas paixões, nossos medos, nossa sociedade, sobre o casamento, sobre o amor? Por que não encontrar o que há de real em nós?
Filosofar, não é exatamente estudar a ciência da filosofia (que me perdoem Platão e Kant, brilhantes filósofos), nem ler os livros de Marilena Chauí (que são excelentes por sinal). Tratamos aqui, do que eu chamo de “filosofia mundana”. Uma filosofia que plasma a vida como ela é (e não como ela exatamente deve ser, relembrando a teoria Kelseniana que diz respeito ao “ser e dever ser”).
Mas, como não sou nenhuma revolucionária, logicamente meus ideais baseiam-se em algum pensador, ou melhor, muitos pensadores. Talvez esse modelo de filosofia que aqui apresento tenha sua inspiração na obra O profeta do filósofo árabe Kalil Gibran, o qual confesso minha admiração desde minha infância, quando o li pela primeira vez.
Assim, filosofar também é poetizar. Aproveitarei este espaço para publicar minhas poesias e poemas há muito tempo escritos e guardados a sete chaves, bem como poemas e pensamentos de outros.
E, para iniciar este blog, tecerei a seguinte passagem sobre o conhecimento:
“Vosso coração conhece em silêncio os segredos dos dias e das noites. Mas vossos ouvidos tem sede do som do conhecimento do vosso coração. Sabereis em palavras o que sempre soubestes em pensamento. Tocarei em vossos dedos o coração desnudo dos vossos sonhos. E assim deve ser. A fonte oculta da vossa alma deve elevar-se e correr, murmurante para o mar. E o tesouro de vossas infinitas profundidades será revelado perante vossos olhos. Porém, que não exista uma balança para pesar vosso tesouro escondido; E não testais as profundidades do vosso conhecimento com um bastão, ou com uma sonda. Pois o ser é um mar sem fronteiras e sem medidas. Não digais eu encontrei a verdade, mas sim, encontrei uma verdade.Não direis encontrei o caminho da alma, e sim, encontrei a alma andando em meu caminho. Pois a alma anda em todos os caminhos. Pois a alma não anda sobre uma linha, nem cresce como um junco. A alma desdobra a si mesma, como um lótus de infinita pétalas.” (Kalil Gibran)