sábado, 11 de setembro de 2021

Não há tudo sem nada





Não há gosto em comidas não saborosas.

Não há frio em mãos calorosas.

Não há beijo sem saliva

Não há muros sem divisas. 


Não há abraço sem toque.

Não hão ódio sem rebote.

Não há amor sem dor.

Não há paixão sem tremor.


Não há vida sem morte.

Não há dor que não se suporte.

Não há feiúra na graça.

Não há sentimento que não se desfaça. 


Não há prostituta sem clientes. 

Não há prazer que se aguente.

Não há moralidade na noite.

Não há solidão que não se açore.


Não há fome que se esconde.

Não há vulgaridade nos montes. 

Não há gato que não pule a cerca.

Não há traição que não transpareça. 


Não há trauma que não se acorrente.

Não há dor que não se arrepende.

Não há fim que não tenha um começo.

Não há sono sem pesadelo.


Não há vida sem sangramento.

Não há solidão sem momentos. 

Não há amizade sem falsidade. 

Não há paz na cidade. 


Não há guerreiro sem guerra. 

Não há perfeição que não erra.

Não há ódio sem amor. 

Não há frio sem calor. 


Não há desejo sem ter o que se invejar. 

Não há fundo para quem não tem mar.

Não há insatisfação sem um espelho frontal. 

Não há melhoras sem antes passar mal. 


Não há eternidades em acordos.

Não há mentiras em rumores.

Não há conforto em cama alheia. 

Não há doce na mordida duma abelha.


Não há caminhos em almas perdidas.

Não há caminhos em ilhas. 

Não há pensamento sem desejo prévio.

Não há improdutividade no tédio. 


Não há descanso na caminhada.

Não há alegria na palhaçada.

Não há choro sem risada. 

Não há verão sem trovoada. 


Não hã clareza nas coisas sãs.

Não leveza na mordida da maçã. 

Não há hipocrisia na loucura.

Não há praia que não se inunda. 


Não há farinha sem grão.

Não há certezas num não.

Não há inferioridade sem birra. 

Não há sangue sem ferida.


Não há poço sem fundo.

Não há limpeza no imundo.

Não há religião sem pecados. 

Não há navio sem ratos. 


Não há sofrimento que não se mereça. 

Não há correntes que não se queira.

Não há manipuladores sem manipulados. 

Não ha absolutismos nos atos errados. 


Não há estabilidade nas certezas.

Não há cercamento nas beiras. 

Não há certezas no que se diz. 

Não há controle na força motriz. 


Não há festa sem briga.

Não há verdade que não se diga.

Não há mentira que se apague.

Não há futuro que não se cabe. 


Não há presente que se planeje.

Não há passado que não se apedreje. 

Não há águas que não circulem.

Não há promessa que seja imune.  


Não há certezas sem dúvidas. 

Não há rio que não inunda. 

Não há choro sem lágrima.

Não há felicidade que não se espalha. 


Não há poeta sem amores.

Não há escritor sem dissabores. 

Não há escada sem degrau.

Não há bem sem o seu mal. 


Não há fofoca sem inveja. 

Não há compaixão numa guerra.

Não há círculo que não volte ao seu início.

Não há só loucos num hospício. 


Não há organização que não se escangalha.

Não há abstinência que não recaia. 

Não há fogo sem palha.  

Não há tudo sem nada.

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

O que passou passará



Esqueceria as dores do mundo 

Loucamente por nós imputadas

Moveria montanhas escarpadas

Outrora por nós encontrada.


Haveria um momento incerto 

Alcançado em sono profundo 

Falecemos sentimentos vividos

Vislumbrando honroso futuro.


E se um dia eu olhasse o teu muro

No teor das outroras passadas

Te verias no espelho aos prantos 

De faces dantes emprestadas. 


Se valesse a pena eu faria 

Uma joia do teu vão pensamento 

Atravessaria penhascos e montanhas

E te afagaria em total desalento 


E quando a mim tu olhares

E sorrires sem mesmo querer 

Meu mundo será teu por completo 

Mesmo que não venhas a mim merecer 


E no fim do teu grande começo 

Como posso eu te deixar ? 

Se de mim precisas aos tantos,

Como a lua precisa do mar. 


Desafio o tempo recalcitrante 

A fazer-me tentar te esquecer

Esvaeceria-se o tempo dele mesmo 

De esperar esse amor padecer


E no começo do modesto fim 

Já não importa o que se falou 

Nas passagens erradas da vida

Valerá só o que se guardou. 


Nos teus olhos castanhos noturnos

Eu me perco antes de me encontrar

Já não digo o que antes diria 

Para nos teus braços sempre eu estar. 


Maputo, 02 de Setembro 2021

sábado, 28 de agosto de 2021

Seremos todos julgados?

Tenho amor pela vida. Não vivo por viver. 

Vivo por amar a mim, assim como o sol o entardecer. 

Nascemos para morrer. Por que tanta frustação? 

Basta dizer-se mais sim, do que viver dizendo não.

No meu enterro não quero choro, nem caixão com floreiras. 

Eu só quero que toquem música e me enterrem ao pé de uma mangueira.

Viva enquanto puder, mas na sombra das suas vontades. 

Não se importe com o que os outros digam. Não viva pela metade. 

Entenda que nesse mundo, viemos e iremos sozinhos. 

A vida é só uma passagem. Não se perca no caminho.

Daqui não levamos nada, não adianta acumular. 

O que nos torna humanos é a ação de ajudar. 

Pois no fim de tudo, estamos todos conectados. 

A fome do outro, um dia cai no seu telhado. 

O orgulho, inveja e ciúme é coisa de gente pequena.

Se não expressar sua bondade, sua alma só se apequena. 

E depois da morte, será só você e Deus. 

Não interessa se foi cristão, muçulmano ou judeu.

Você será julgado, não pelas horas que orou. 

E sim pelo bem ou mal que praticou.

Não esqueça que o amor, quase tudo justifica. 

Caberá ao criador, julgar o que te apetecia. 

Assim, viva, viva e viva. Não se importe com rumores. 

Não se remoe, não se amargure. Perdoe a si e aos outros. 


Samanta Lemos 

05/02/21

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Blue bird


Eu sou esse pássaro azul que você trancou nas suas entranhas e não deixa ninguém ver. 

Eu sou esse pássaro azul, que você mantém dentro de grandes, atrás dos músculos rígidos do seu peito.

Eu sou esse pássaro azul que você afoga com whisky barato enquanto você sorri e acende o carvão para o churrasco.

Eu sou esse pássaro azul, que na verdade é vermelho, de tanto estar sufocado e preso, enquanto você conduz o seu carro e finge que está bem.

Eu sou esse pássaro azul que enxuga as suas lágrimas mesmo antes delas caírem. Afinal você é homem, e os homens não choram. Não é mesmo? 

Eu sou esse pássaro azul, que você mantém refém do seu orgulho e dos seus medos. 

Eu sou esse pássaro azul que bagunça a sua vida, e ao mesmo tempo dá vida a sua bagunça.

Eu sou esse pássaro azul que as vezes foge à noite, enquanto você assiste o noticiário. Aí você deixa ele sobrevoar em todos os cantos da sua sala. 

Eu sou esse pássaro azul que poderia estragar os seus trabalhos, que poderia mudar os seus planos, em troca de uma vida inteira de amor. Mas você, ainda prefere a dor.

Eu sou esse pássaro azul que vive dentro do seu peito, mas assombra a sua mente, enquanto você finge que é feliz, mas só mentes. 

Eu sou esse pássaro azul que as vezes você fecha os olhos e sente ele oxigenar o seu coração, mesmo que você não queira.

Eu sou esse pássaro azul que também sofre por estar dentro de uma gaiola, mesmo sabendo que a gaiola está dentro de você. 

Eu sou esse pássaro azul que as vezes fica negro, quando você foge e tenta fingir que ele não existe. 

Eu sou esse pássaro azul que a noite olha a lua através da janela da gaiola e sente que esse pacto é mais covarde do que pode aparecer. 

Eu sou esse pássaro azul que conhece você por dentro, e sabe que você também é um passarinho preso.  

O que você pode fazer com esse pássaro azul? Por que você não abre a janela e deixa ele livre? Ou por que você não voa junto com ele?

Até quando você esconderá as suas asas? 

O teu peito é o meu ninho. 

Samanta Lemos

(Uma homenagem a Charles Bukowski)



terça-feira, 10 de agosto de 2021

Se eu morresse amanhã


Se eu morresse amanhã, eu me transformaria no vento só para bater fortemente nas suas janelas. 
Se eu morresse amanhã, eu seria a chuva, só para regar o seu jardim.

Se eu morresse amanhã, eu seria o sol, que te aquece sem te tocar.

Se eu morresse amanhã, eu seria a terra, só para semear a comida que te alimenta.

Se eu morresse amanhã, eu seria a nuvem que faz sombra sobre o seu corpo.

Se eu morresse amanhã, esqueceria todos os ontens que outrora não estiveras. 

Se eu morresse amanhã, despir-me-ia de todo o meu orgulho só para chorar do nascer ao pôr do sol. 

Se eu morresse amanhã, eu seria um mosquito, só para beber uma gota do seu agridoce sangue. 

Se eu morresse amanhã, eu seria o fogo, só para acender o seu cigarro. 

Se eu morresse amanhã, eu seria o couro que reveste o seu sofá, só pra te aconchegar enquanto você assiste televisão.

Se eu morresse amanhã, eu seria uma lágrima, só para escorrer pelo seu rosto.

Se eu morresse amanhã, eu seria um relógio, só pra você me olhar a cada hora.

Se eu morresse amanhã, eu seria água que mata a sua sede.

Se eu morresse amanhã, esperaria você na estratosfera.

Se eu morresse amanhã, seria a mais triste de todas as canções outrora já cantadas. 

Se eu morresse amanhã, eu seria uma rosa, só para te espetares nos meus espinhos enquanto aprecias o meu aroma. 

Se eu morresse amanhã, eu seria a lua que silenciosamente ilumina o seu quintal. 

Se eu morresse amanhã, eu seria o ar que você respira. 

Se eu morresse amanhã, sucumbiria a todas as falácias do mundo só para inexistir diante da sua despresença. 

Se eu morresse amanhã, já não faria diferença nenhuma. Pois eu já morri no exato momento em que te perdi.  

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

O que somos?


Somos a soma de todos as nossas dores e amores. 

Somos o reflexo de tudo o que vivemos e não tivemos. 

Somos as cores do neutro, a sombra do dia e a luz da escuridão. 

Somos os sons de todos os tambores e o agridoce dos nossos dissabores. 

Somos o que o sol cega e o que o luar ilumina. 

Somos o gelo que queima, depois do que o fogo incendeia. 

Somos as decências das dúvidas e a tempestividade das certezas. 

Somos a dignidade da ignorância e a arrogância da inteligência. 

Somos aquilo que pensamos ser, não aquilo que sonhamos. 

Somos a subida quando o medo desce. 

Somos amor quando o orgulho padece. 

Somos a eternidade, quando o fim nos ronda. 

Somos loucura quando o desejo estronda.

Somos pura capacidade nos impuros desafios. 

Somos crianças quando pensamos estar velhos. 

E somos velhos quando descobrimos que, em verdade, nunca deixamos de sermos crianças. 

Somos loucos quando não acreditamos na loucura. 

E somos sãos, quando descobrimos que somos loucos. 

Somos esfomeados quando não temos comida.  

E as vezes somos a comida das mentes esfomeadas. 

Somos inimigos no ápice das amizades.

Somos amigos quando conhecemos o nosso inimigo. 

Somos coerentes somente na incoerência.

Somos incoerentes nas certezas absolutas.

Somos guerreiros quando o orgulho é ferido. 

Somos feridos quando ganhamos sem nenhum batalha.

Somos tudo no meio do nada.

Somos nada quando temos de tudo. 

Somos as folhas que o vento leva. 

Mas as vezes, somos exatamente o vento que derruba as folhas. 

Mas eu prefiro ser o vento que derruba as sementes. 


Samanta Lemos

04/07/2021

domingo, 14 de junho de 2020

Somos todos livres ?



A liberdade ofende, como dizia Lispector. A liberdade incomoda muito mais que a riqueza ou a beleza, porque a liberdade é a plenitude.
 A liberdade é o não-bem mais precioso, que muitas vezes sequer chega a existir em algumas pobre ricas vidas. 
A liberdade é tão cara, mas tão cara que não se pode comprá-la. A liberdade locomotiva depende da justiça, enquanto a liberdade psíquica depende do seu bem-estar espiritual. 
E quem aqui está bem consigo mesmo? 
A liberdade dói aos olhos de quem não a possui. A Liberdade de ser o que você quiser. Liberdade de estar com quem quiser. Liberdade de estar onde você quiser... de fazer ou não fazer o que quer. 
Invejem-me em tudo, menos a liberdade, pois sinceramente, não a possuo. 
Ainda dependo dos sonhos e das noites para alcançá-la, mesmo que efemeramente. Ainda preciso furtá-la em curtos cheiros, curtos pelos e curtos toques. Tenho-a apenas em rápidos e secretos sabores e desabores. 
Eu ainda busco a liberdade, tentando pertencer a mim mesma. Sim, esse é o primeiro passo. 
A liberdade excita-me, assim como esporádicos toques úmidos de glândulas sub-linguais, por trás de luzes trêmulas, de cortinas caras ao anteceder do pôr do sol. 
Mas, talvez a liberdade seja apenas uma ilusão, assim como o amor. Talvez buscamos a liberdade de maneira errônea.
Ou talvez a liberdade e a felicidade sejam exatamente a mesma coisa inatingível em nossas miseráveis vidas. 
Ou talvez ela seja apenas um suspiro, assim como o orgasmo. Ou talvez, ela sequer exista! E eu esteja aqui apenas a filosofar sobre algo que, na verdade nunca poderemos ter. Seria ela uma mera utopia? 
Estamos presos a nós mesmo. E isso já nos basta para nos sentirmos amarrados? Estar sozinho te faz um lixo ou um luxo? Te satisfaz ou te aterroriza? 
Será que somos de todo livres ou de todo presos? Presos a relacionamento expirados, a trabalhos indesejados, a obrigações que não gostamos, mas que nós mesmo criamos... 
Talvez a única coisa realmente livre seja o vento. Pois nós, seres(que pensam ser)humanos, estamos sempre presos a algo ou alguém, muitas vezes por egoísmos ou soberba; por ilusão ou por necessidade. 
Ou o mais provável: liberdade advém com a morte. Aí sim, tudo faz mais sentido. Pois a morte é o sentido e o objetivo de tudo. 
Sejamos livre, na medida do que nos permitimos. 

Samanta Lemos
14/06/2020

terça-feira, 9 de abril de 2019

Apenas as estrelas sabem

São 03:00 da manhã. 
Eu estou aqui no escuro.
E a solidão é tudo o que eu preciso.
O quarto está fechado,
mas as paredes não são capazes de me segurar. 

Todos dormem. 
E eu aqui proliferando pensamentos que não deveria. 
A tua existência assombra-me. 
E quando durmo, meus sonhos me atormentam.
E ao te renegar, acorrento-me cada vez mais.

Nesse momento eu não sou ninguém e nem poderia exigir ser.
Meu coração acelera sem autorização e sem respeito.
Penso apenas no que não tenho direito.
Penso em você a cada instante. 
Minha ética me desafia e isso não é o bastante. 

Será que você também está sentindo? 
Eu estou assustada. Perdida como uma jovem parva.
No silêncio, eu tenho medo de mim mesma.
Tenho medo de ter o que eu desejo. 
Te querer é o meu segredo.

Apenas as estrelas sabem. 
Você é a pessoa certa no momento errado.
Não entre no meu mundo. 
Pois se o fizeres, não conseguirás mais sair.
Quem poderá nos julgar? 
Por que continuamos a nos enganar? 

Apenas as estrelas sabem.
E nós sabemos que tudo isso é errado. 
Mas ninguém nos entenderia. 
E eu continuarei a te querer, assim como a lua o mar.
Te desejando sem poder te tocar. 





segunda-feira, 8 de abril de 2019

Quando o cabelo é o que menos importa

Eu não sou o que nasci,
sou o que senti.
Me transformo no que quero,
Sou o que vivi. 

Eu não tenho só uma pele,
nem uma só cor.
Sou aquilo que espero, 
sou aquilo que dou. 

Tenho a suavidade da sombra
e o mistério da noite.
Tenho o calor do sol
e a liberdade das ondas.

Minha alma não tem cor, 
Mas o meu corpo tem sabor. 
O que importa não é o cabelo
e sim o gosto do beijo. 

Samanta Lemos

terça-feira, 26 de março de 2019

Ser Mulher

Mulher é poder.
Basta se exercer.
Temos os homens no ventre,
e a força no querer.

Mulher basta por si mesma.
Não precisa de ninguém.
Com a voz promove uma guerra.
E com o olhar faz a paz reestabelecer.

Mulher é varias numa só.
Uma multidão em um só peito.
Dorme se achando rainha.
Acorda zangada com o espelho.

Mulher não deve satisfação.
Ama como e quando quiser.
Se amor se transforma em dor.
Tira o salto e dá um ponta pé.

Mulher é mãe, pai e o que precisar.
A tudo pode suportar.
Trabalha, lava, cozinha, troca fraldas.
É a rainha do lar.

Mulher não tem muito segredo.
Só precisa de tempero.
Ser o que achar que é.
A mulher não está no mundo.
O mundo está na mulher.

Feliz dia Internacional da mulher.

Samanta Lemos

sábado, 16 de abril de 2016

Se quiser me encontrar não me procure


Eu não sou ferro para andar sempre nos trilhos.
Não sou carretel para sempre estar na linha.
Não sou pássaro para sempre estar nas nuvens.
Se quiser me encontrar, não me procure...

Não sou rocha para sempre estar dura.
Não sou gelatina para sempre estar mole.
Não sou fogo pois nem sempre aqueço.
Se quiser me encontrar, não me procure...

Não sou alguém para ser intitulada.
Nem sou ninguém para ser esquecida.
Não marque hora, pois eu não tenho relógio.
Se quiser me encontrar, não me procure...

Por isso não procure-me no sol, pois eu nem sempre brilho.
Não vasculhe a lua pois eu nem sempre durmo.
Encontro-me nos meus diversos.
Se quiser me encontrar, não me procure...

Sou como a água: dependendo do estado posso cair como chuva, congelar-me como gelo ou desaparecer em estado gasoso.

E assim me manterei em mim, pois eu nunca serei, apenas estarei.
Se quiser me encontrar, nao me procure, nao me chame, não seja.
Apenas esteja ao meu lado, me segure e me transforme.


 
 

domingo, 3 de abril de 2016

Somos todos invejosos ?


Dentre os sete pecados capitais (gula, avareza, luxúria, ira, inveja, preguiça e soberba) plasmados pela doutrina católica e difundidos na cultura mundial, por que seria a “inveja” o único dentre esses "pecados" o qual não temos o prazer em admitir? Postamos fotos em redes sociais demonstrando nossa gula em jantares e eventos sociais ou a luxúria em nossas vestimentas e demais bens materiais; a avareza, ao não ajudar o próximo; a ira e a soberba em nossas relações interpessoais quando odiamos o que nos é diferente e na maioria das vezes não dando o braço a torcer naquela discussão com o amigo, sempre com o sentimento de que possuimos a razão, doa a quem doer; ou a preguiça, praticada como algo normal e legitimável. Mas, e a inveja, quando publicizamos?

"A inveja é tão vil e vergonhosa que ninguém se atreve a confessá-la" (Ramon Cajal)

Tom Jobim afimou certa vez que: “fazer sucesso no Brasil é ofensa pessoal”. Seria essa afirmação apenas um delírio poético ou uma realidade? De fato “seríamos todos invejosos?”. O historiador e escritor Leandro Karnal afirma que sim. Mas o que nos faz não admitirmos uma coisa que somos, ou melhor, que sentimos? Por que, tal como a preguiça, ao afirmar que “estou com uma preguiça hoje...”, nunca falamos “estou com uma inveja...”? Será que além de invejosos somos também todos hipocritas?
Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio... (Mario Quintana)
Será que assim como o “pecado original” também nascemos com a “inveja original”? Talvez prudente seria admitir que, a inveja, além de um sentimento incontrolável (dai o seu caracter de vício) seria nada mais nada menos que o auto-reconhecimento do próprio fracasso, um atestado de incompetência.
"A inveja é a amargura que se sofre pela felicidade alheia" (Cícero)

Na maioria das vezes a antipatia por alguém ou a célebre frase “eu não vou com a cara dessa pessoa” refere-se ao invejar o outro, possuindo o desejo e ao mesmo tempo o “sentimento de incapacidade de não ser ou não ter aquilo que o outro é ou tem". Observem que não falamos apenas do possuir. Já vi  pessoas terem inveja do sorriso da outra... da maneira de andar, de falar... enfim, da maneira de ser do outro. E acreditem, muitas vezes inconscientemente.
A inveja é uma admiração que se dissimula (Soren Kierkegaard)

O invejoso acaba por julgar, reprovar ou falar mal daquilo que ele mesmo não compreende, exatamente por não ter. Recentemente uma pessoa me disse que uma outra falava mal de mim e não suportava-me pela maneira que eu escrevia. Ora, vejamos, no fundo essa pessoa nutria um despeito, não exatamente porque eu escreva bem, mas exatamente porque ela escreve mal. Afinal, o sentimento dessa pessoa não era contra mim e sim contra ela mesma. Interessante.

"A inveja consome o invejoso, como a ferrugem o ferro" (Antístenes)

Obviamente, além de a inveja ser o único “pecado capital” não admissível, ela na maioria esmagadora das vezes também não é reconhecida pela própria pessoa detentora da inveja, o que, logicamente não acontece com a pessoa que é invejada, que normalmente percebe ser alvo de inveja. Pela lógica, até faz sentido a pessoa não admitir que tem inveja, pois na maioria das vezes ela nem sequer percebe que tem. E fica difícil admitir uma coisa que você não sabe que tem. Será que além de sermos todos invejosos também somos todos cegos? Muitas vezes parece que sim.

"Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar" (Friedrich Nietzsche)
Mas, de acordo com Karnal, existe uma notável diferença entre inveja e cobiça. Esta última seria de cunho superficial e não nocivo. Por exemplo, eu desejo o carro do vizinho, vou e compro um igual. Ou seja, cobiça é a capacidade de desejar o que não lhe pertence e possuir algo igual ou semelhante ao do outro, não exatamente o que é do outro.


Cobiça ou inveja ?


Diferentemente da inveja, esta sempre tem uma conotação negativa e a possibilidade de consequências nefastas, tanto para o invejoso, quanto para o invejado. Ao contrario da cobiça, a inveja dificilmente é sanada, já que está relacionada a um sentimento intrínseco de impotência. Observe que ele não quer algo igual ao do outro, ele quer o que é do outro, o que evidentemente não será possível sem tomar a força (ou mediante manipulação) aquilo que, legitimamente não lhe pertence. Ou pior, quando a inveja é atinente ao “ser” e não ao “ter”, a única maneira de erradicá-la é através da destruição do objeto de inveja. E como diz o velho ditado popular “se inveja matasse...”. Mas acredite, ela pode matar mesmo.
"É tão natural destruir o que não se pode possuir, negar o que não se compreende, insultar o que se inveja" (Honoré de Balzac)
Outro dia eu conversava com uma funcionária recém contratada, procurei saber um pouco sobre sua vida, perguntando-lhe se era casada, ela então respondeu que era viúva. Mas, observando sua juventude, indaguei sobre o que tinha acontecido, e ela conformadamente respondeu: “Meu marido morreu de inveja”. Como assim de inveja, questionei. Ela então disse: “Sim senhora, ele foi envenenado no trabalho, com uma xícara de café. Ele tinha sido recentemente promovido a chefe dos motoristas, mas isso não agradou aos colegas... nunca se descobriu quem foi, eram 12, ficou por assim mesmo”. Apenas pensei, realmente, a inveja pode se tornar um sentimento tão perigoso que não é a toa que, no direito criminal, em casos de homicídio, muitas vezes configura-se como agravante o “motivo torpe”.
 "O grau de inveja alheia determina o quanto somos bem-sucedidos" (David Saleeby)
Há muito tempo lembro-me que lia algures um texto sobre psicanálise e deparei-me com a triste estatística de que, mais de 50% das pessoas que sofrem de dores crônicas, esta relacionada a sintomas psicossomáticos oriundos de processos de estresse e ansiedade ligados a sentimentos de frustação, impotência, auto-julgamentos, o que logo me fez chegar a seguinte conclusão: afinal, a inveja não apenas mata, como pode torturar aos poucos... como um veneno, destilado gota a gota no âmago da própria serpente.
"Inveja é a falta de fé em sí mesmo" (Ditado árabe)
A conclusão é que, a inveja em seu estado ultrajante pode ser responsável tanto por doenças físicas e mentais, quanto pela formação de psicopatas e até mesmo criminosos. Mas calma, não se preocupe, embora “sejamos todos invejosos”, não seremos automaticamente “todos perigosos”. O processo de auto-conhecimento é fundamental para que possamos lhe dar com a inveja nossa de cada dia. Analisar-se, refletir e conhecer-se é imprescindível para que possamos superar essa lado negativo de viver. Afinal, acima de tudo “somos todos humanos”.

domingo, 15 de junho de 2014

Xamântico

A lei do universo concretiza o infinito
Tão correto, tão sincero, tão xamântico
E o mundo ao rodar escreve todos os caminhos
Improvisos tão previstos, olhar quântico

E os dados vão girando
E o planeta orbitando
A esfera colapsando
E o riso está chorando

E a energia se aproxima
Quando o perfeito perde a linha
A paciência se abomina
O temor se elimina

E ai, simples assim
Eu começo pelo fim
Acordando quando durmo
Dando um grito alto e mudo

Samanta Lemos

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Aprenda a viver para saber morrer


Sim, a vida vai além de ser o oposto da morte; vida é o início da morte, seu caminho e seu motivo. Todos nascem para morrer, é fato! O problema é que muitos durante esse percurso não sabem o que fazer com suas vidas, ou melhor, não sabem sua importância.
O interessante é que, mesmo sabendo que vamos morrer, ainda tememos, relutamos, negamos, choramos, fugimos da morte! Pode parecer estranho ao afirmar, mas sim, nascemos para morrer! O importante de tudo então, não é temê-la, e sim, saber viver até sua chegada.
Pensando por uma lógica universal, a vida é curta, demasiado curta. Curta o suficiente para não a desperdiçarmos.
A vida quando é vivida pelo simples escopo “existencial de existir”, a torna um caminho reto, sem conquistas, sem emoções, sem atitudes, um marasmo. Dai o termo, estar morto em vida! Um mar só é de rosas quando para alcança-lo tiveste que caminhar por muitos espinhos.
A vida é para ser vivida enquanto não for “morrida”. Viver é ter a noção de que tudo (ou quase tudo) é efêmero, refutável, vulnerável, sensível, “acabável”.
Viver, não é necessariamente seguir religiões que te ditam o que tem que fazer ou não. Mas caso obedecer a certas regras te faz bem, quão maravilhoso é! No entanto, Para viver bem, basta tentares passar a maior parte do tempo em paz contigo mesmo, sem prejudicar, sem humilhar, sem aproveitar-se de outros. Se puder ajudar, melhor ainda, o importante é não atrapalhar!
Viver também é errar. O importante é aprender com o erro, por isso, continue errando! É ele que nos propicia sabedoria. E ser sábio, não é não errar. É saber identificar o erro e ter a consciência que esse erro faz parte do teu amadurecimento. Sendo assim, erre, mas reconheça seu erro!
Viver também é sofrer, seja por motivos insignificantes ou de grandes proporções. O sofrimento nos eleva a um nível que, em situações comuns jamais atingiríamos.
Viver também é amar. Eu disse “amar”, não ser “feliz”, são coisas estruturalmente diferentes. Amar nem sempre significa felicidade, e sim entrega, resiliência, crescimento interior, doação. Obviamente que amar a quem te ama é maravilhoso, embora infelizmente a maioria das pessoas morrem sem ter tido essa experiência magnifica.
Quando as pessoas aprendem que amar, na maioria das vezes é não receber nada em troca, elas teriam menos desilusões, vivendo mais e melhor. Amar por egoísmo, por conquista ou por obstinação na maioria das vezes causa dor, muita dor. Ame pelo simples fato de amar... sem motivo e sem objetivo. Amor é o motor da vida; viver com amor, com certeza te trará uma morte em paz.
Viver também é fazer o que se tem vontade, sem aniquilar a vontade alheia. Se queres comer coma, se queres beber beba, se queres dançar dance, se queres chorar chore! Faça o que tu queres, medindo e assumindo as consequências do seu prazer. Viver é aproveitar a vida sem destruir outras.
Viver é evoluir, não a perfeição, mas a um estágio superior aquele que te encontravas antes.
Viver é saber que dinheiro só vale a pena quando você pode usufruir dele sem que ele te escravize. Não trabalhe para os seus filhos nem para seus netos. Para os seus filhos deixe uma boa educação e um teto para morar, o resto, é com eles, afinal, eles também tem uma vida que deve ser vivida...nunca tente viver pelos seus filhos!
Não morra sem saber que o dinheiro compra alegrias, mas não compra felicidade! Sim, ele compra muitas alegrias...compra uma boa noite de diversão, uma boa garrafa de Whisky 18 anos, uma boa noite de sexo, uma boa comida. Mas saibas, o dinheiro não compra o amor de uma pessoa que te abraça todos os dias quando chegas em casa, que beba as tuas lágrimas, que enxugue as tuas feridas, que estará ao teu lado até a tua morte. E saibas, que dinheiro nenhum no mundo compra um sentimento verdadeiro.
Viver é acreditar que nossa existência tem um propósito, qual seja, simplesmente “aprender a viver”.
A morte chega quando tu cumpres a tua missão. É, pode parecer estranho, mas, a morte chega quando aprendes a viver. Mais um motivo pra saberes que, aqui na terra, nesta dimensão corpórea, não há lugar para perfeição, apenas para aprendizados, por isso, quando cair, levanta-te; quando errar, aprenda!
Sei que aprender é a missão para todos, mas não necessariamente todos devem aprender a mesma coisa. Uns tem a missão de aprender a amar, outros tem a missão de aprender a sofrer, outros a superar os medos, outros a missão de aprender a perdoar, e há...como é difícil perdoar!
Se aceitasses que aquele teu empregado é muito mais realizado e feliz que você, mesmo não tendo um carro de luxo igual ao teu, nem comendo os queijos importados que tu comes, talvez não fosses tão ambicioso!
Viver, é chorar quando a maioria das pessoas está rindo, é estar acordado quando a maioria dorme, é amar quando a maioria odeia!
Viver é não desistir daquela pessoa que te traz felicidade. Pois lembre-se, alegrias o dinheiro compra, mas felicidade, só o amor pode te fornecer, ou melhor, ofertar. Se alguém te ama, receba isso como um presente divino!
O sentido da vida é saber que nascemos para morrer e que, devemos buscar viver com sentimentos que nos tornem “verdadeiramente humanos” e não simples animais no cio, prontos para acasalar e a devorar qualquer coisa suculenta que passe em nossa frente.
Viver é assim saber que, as coisas mais linda são as coisas mais simples! Uma casinha branca e limpa, uma horta no quintal, um jardim florido, a risada de um filho e um abraço de quem se ama. Se você já tem isso, parabéns, podes ter a certeza que morrerás em paz, com o coração quente e a alma leve.
Viver, não é ter medo do que é simples, não é ter medo de sofrer, de amar, de viver. Não tenha medo de ter medos! Viver, nada mais é do que enfrentar os medos e buscar eternamente aquilo que te faz feliz, só assim estarás preparado para o grande objetivo da vida, a morte do corpo e a evolução do espírito!
Por mim,Samanta Lemos.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Olha...

Olha, o que posso fazer?
Se minha mente já não é mais digna.
Se minha alma já não se resigna.
Se eu já não posso mais cobrar as dívidas,
das tuas palavras infidedignas.

Olha, como posso caminhar?
Se cortaste as minhas pernas.
Se só vejo estradas desertas.
Se do meu caminho tiraste as setas,
que a outrora tu mesmo fizeras.

Olha, como posso respirar?
Se não escuto mais tua canção.
Se no meu sangue não há mais emoção.
Se não escuto mais meu coração,
que se nega em proferir perdão.

Olha, como posso cantar?
Se tuas músicas só trazem dor.
Se em cada palavra ouço um temor.
Se cada verso me lembram um amor,
que por egoísmo e medo se abalou.

Olha, o que será de mim?
Se meu jardim foi esmagado.
Se só vejo a frente caminhos fechados.
Se as promessas fugiram como ratos,
de um mundo até outrora encantado.

Olha, como posso eu comer?
Se por amor troquei bacalhau por galinha.
Deixaria a cervejinha e água beberia.
E se nada tivesse, fome passaria,
pra cumprir minha palavra de que não te deixaria.

Olha, como posso eu rezar?
Se por ti cortei as asas do meu anjo.
Se virei as costas pro meu santo.
Se meu espirito guia vive reclamando,
que para Deus só causei espanto.

Olha, como posso eu nas pessoas acreditar?
Se me provastes que palavras não têm valor.
Que choro sincero não tem clamor.
Que os olhos nada provou,
E que o amor sincero não adiantou.

Olha, por isso tudo, só posso eu gritar.
Para que tenham cuidado em se dar.
Para que duvidem de brilhos no olhar.
Para que não vejam luar no mar.
Para que não queiram saber o que é amar.

Reconocer una persona controladora.


"La persona controladora es invisible", dice el terapeuta del comportamiento y la programación neurolingüística experto Isabelle Nazare-Aga. Según ella, sólo el tiempo y la convivencia nos permiten reconocer el controlador típico. Pero el hábito y la observación se hace posible identificarla.

El terapeuta concluyó en su estudio que las características de las personas que controlan (masculino y femenino) son exactamente iguales. Según las estadísticas, casi todo el mundo ha tenido o tiene contacto con al menos una persona manipuladora en la vida.

Con algunas excepciones, la persona manipuladora no es consciente de sus actitudes devastadores. El egocentrismo de la misma es tan fuerte que se vuelve incapaz de percibir lo que sienten los demás ", dice Isabelle. "Los que son conscientes y no quieren cambiar, bordeando el agravio", añade.

Según Aparecida Nogueira psicólogo en plan amoroso en el mediano plazo, el controlador no puede mantener la armonía. Las discusiones (en privado o público) tiempo, mala (que a menudo los amigos no se dan cuenta), separación, sufrimiento, por lo general marcan la vida de una persona controladora.

Cuando termina tales relaciones, por lo general no, no es amistad. Esto se debe a que la ex pareja se sienta tan aliviado de librarse de la manipulación que es incapaz de tener una buena sensación para los que lo torturaba.

A quién estás tratando?

Una de las principales características de la persona manipuladora sólo está interesado en sí mismo. Cualquiera que sea el tema, se detendrá tan pronto como sea posible para contar un pasaje que ha sucedido a sí misma.


Si no domina el tema de conversación que no presta atención a lo que se dice y, en cuestión de minutos, lo desvía y en busca de una forma de atraer la atención sobre sí mismos.

Involucrarse emocionalmente con una persona manipuladora un alto riesgo para la autoestima y de la libertad misma. El socio controlador surge gradualmente a medida que el líder de la relación, asfixia mientras se muestra cada vez menos cariñoso, amable y capaz de mantener el respeto y el afecto que dio origen a la relación.

La persona manipuladora se refuerza esencialmente debilitando el ego de sus víctimas. Pero el ejercicio de manipulación es aún peor en la esfera de amor, porque la persona actúa de manipulación al igual que un insaciable, siempre dispuesto a destruir la auto-confianza de la pareja y convirtiéndose en mera muleta, que está soportado para vivir.

Además de abuso verbal, crítica, actitudes falsas sorpresa de un error, sino que también hace todo lo posible para alejar a la pareja de amigos y familiares con el fin de crear un vacío alrededor de la otra. Puede debilitar el compañero de la red amigos, y sobre todo alejado de los antiguos amigos de su union.

A menudo no abiertamente prohíbe y, aparentemente, puede favorecer la pareja a tener amigos. Pero sólo en apariencia. Cuando esto sucede, el guía da una manera de detonar la amistad y para mostrar desagradable, haciendo que su pareja se sienta cada vez menos a gusto y se escapa de todo el mundo.

Comportamiento general de los manipuladores de ambos sexos

... No hace promesas, ya que no les gusta hacer concesiones. Su frase favorita es: "Usted no confía en mí?"


...sin complejos cuando se hace lo que dice o el fracaso de los compromisos adquiridos. En su lugar, siempre tiene excelentes pretextos para explicar. Odia que admitir que estaba equivocado....

... No considera las necesidades de la otra persona. Por el contrario, se impone su voluntad más o menos sutileza. Cuando usa la máscara de altruismo, pretendiendo que preocuparse por los demás, por lo general resulta ser ofendido si alguien censura por su indiferencia.

... Es inflexible y sólo cambia su mente a estar de acuerdo con alguien si tiene algún interés en ella. Lo que es por lo general sólo meses más tarde descubiertos.

... Usted es capaz de tomar posesión de ideas, deseos y opiniones de los demás, cosechando para sí el mérito que no le pertenece a él.


... Impone su presencia y le gusta entrometerse en la vida privada de las personas cercanas a usted. Pero lo hace siempre con el pretexto de querer ayudar.

... No se puede dejar de decir cosas que le causan malestar en las personas alrededor.

... A menudo transmite la idea de que los sacrificios por alguien o alguna causa, pero es puro marketing.


... Utiliza el chantaje emocional para conseguir controlar a los demás. O hace que las personas se sienten disminuida y arrinconado perjudicando ellos.

Los argumentos utilizados por él, para protegerse de la pareja de tus amigos:

"Con razón la gente no viene aquí en casa, usted no mantiene una conversación interesante!"

"No se puede decir que su grupo de pares es muy brillante.

"Confieso que estoy un poco decepcionado. Pensé que eran los mejores amigos


"No dicen que son lo que se dice cuando escuchas lo que dicen"

¿Cómo se consigue?

... Atacar a las personas, para justificar su opinión.

... Desacreditar en público ..

... Guardar silencio o dar aire desinterés.

... Mostrando impaciente, dando la impresión de que se quiere retirar, ya que visita antes.

... Escapar de la presencia de amigos que vayan a hacer otra cosa en lugar de compartir con ellos.